Subsidio Doutrinario Para Escola Biblica Dominical Pela Cpad

Conflitos na família


Revista-EBD-2-trimestre

Lição 5

introdução
Infelizmente, na semana anterior, impossibilitado pelo trabalho secular, não disponibilizei o subsídio da lição 4 – A família sob ataque. Hoje, tenho a satisfação em expor meu plano de aula preparado para a minha classe da EBD, na Igreja de Cristo no Brasil, em Campina Grande-PB, e também para os seguidores do Blog Auxílio ao Mestre!
Vivemos em um momento de grande desafio para as famílias. Os dias são maus, o mundo inteiro jaz no maligno e o diabo não tem poupado aquilo que chamamos de a célula da sociedade. Definitivamente o projeto de um lar sem Deus está fadado ao fracasso. Quantos lares destroçados! Quantos pais divorciados! Surge no cenário uma nova estrutura social: a família-mosaico. Uma criança explica: “Minha tia, por parte do meu padrasto, é a mãe do meu meio-irmão, que não é exatamente irmão, mas irmã.” Ao abrirmos o Salmo 127, vemos um princípio básico para uma família sobreviver ao caos moderno: Reconhecer a sua incapacidade de gerir um lar sem Deus! Eis o grande alerta: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam.” Tenhamos todos uma excelente e abençoada aula!
I. DESENTENDIMENTO ENTRE OS CÔNJUGES
1. Temperamentos diferentes. A palavra temperamento deriva do latim “temperamentum” e significa “uma mistura em proporções“. É a mesma derivação de tempero e temperança. Temperamento designa em psicologia um aspecto especial da personalidade: as particularidades do indivíduo ligadas à forma do comportamento, principalmente ligadas aos três “As” da personalidade: afetividade, atividade (excitação) e atenção. A conceituação de temperamento é, no entanto difícil e se confunde muitas vezes com outros conceitos como traços de personalidades e motivos. Por muitos traços de temperamento estarem ligados a tendências disposicionais da pessoa de vivenciar determinadas emoções ou humores de maneira relativamente intensa ou frequente, definiram-no alguns autores (Wundt, Allport, Mehrabian) com base em tais disposições. No entanto tal definição mostra-se restrita, por não incluir traços como hiperatividade, atenção, perseverança, tradicionalmente vistos como parte do temperamento. Rothbart e Bates (1998) fazem todas as diferenças de temperamento derivarem dos três “As”  – afetividade, ativação (excitação) e atenção. Buss e Plomin (1984) especificaram ainda mais essa definição: para eles temperamento é o conjunto de traços de personalidade (a) observáveis desde os primeiros anos de vida, (b) influenciados em grande parte geneticamente e (c) estáveis a longo prazo. Também essa definição não é plenamente satisfatória, por não diferenciar os traços de temperamento de outros traços de personalidade. Apesar da dificuldade com respeito à definição do termo, reina unanimidade quanto ao fato de inteligência e capacidades e interesses culturais não fazerem parte dela. O termo também é usado em linguagem comum – ou seja, no âmbito da psicologia do senso comum – muitas vezes como sinônimo de personalidade, caráter ou índole. Esse uso na linguagem quotidiana dificulta ainda mais a definição do termo]. Esaú, filho de Isaque, era um homem profano, um tempestuoso homem do campo que, com visão curta, gratificou seu apetite e desprezou a herança futura da família. Jacó, seu irmão, apesar de sua desonestidade, tinha uma visão ampla do valor da herança (Gn 25.27). Toda família tem desacordos. O casal que nunca tem conflitos não existe. Infelizmente, conflitos podem levar a brigas sérias. Uma briga séria é aquela que desune esposo e esposa, mas nunca resolve a causa do problema. Como resultado, casais acumulam amargura, rixas, raiva descontrolada, ódio e, frequentemente, divórcio.
2. Fatores que trazem conflitos. Diversos são os fatores que desencadeiam conflitos no lar. Eis alguns deles:
a) Falta de confiança. O termo “ciúme” significa receio ou despeito de certos afetos alheios não serem exclusivamente para nós. Para o psiquiatra e psicoterapeuta Eduardo Ferreira-Santos, que já escreveu dois livros sobre o assunto, amor e ciúme não podem andar juntos: “Ciúmes não é prova de amor”. Ele explica que a base do ciúme está na estrutura psicológica da pessoa. O ciumento sente necessidade do outro como se o outro fosse parte dele: “Ciúme é uma dor e é comum, embora não seja saudável. É um sinal de que há alguma coisa errada na estrutura da pessoa”. Para o médico, há quatro graus de ciúmes: 1 – Zeloso: “É um estágio em que o sentimento ainda pode ser considerado saudável, pois há o cuidado e a preocupação com o bem estar do outro. Ao falar da roupa ou do comportamento do outro, a pessoa visa o bem do parceiro”. 2 – Enciumado: “É quem não é habitualmente ciumento, mas, na vigência de uma situação em que se vê ameaçado, sente medo de perder e entra em competição com um terceiro. Por exemplo, em uma festa, quando a pessoa se sente em desvantagem com relação à outra. Mas é um fato isolado”. 3 – Ciumento: “É o mais clássico. Não precisa de motivo nenhum para estar sempre desconfiado, imaginando que o outro pode o estar traindo. É um traço da personalidade da pessoa, que vive com medo, vasculha bolsa, celular, reclama de roupa, ou seja, vive sofrendo e com medo de perder o parceiro”. 4 – Doente: “O comportamento, aqui, se dá através de uma doença neurológica, causada, por exemplo, por álcool ou um tumor. Nesse caso, a fantasia se torna um delírio e a pessoa tem certeza de um fato que não é realidade. É o verdadeiro ciúme patológico”.
b) Tratamento grosseiro. longanimidade (gr. makrothumia), i.e., perseverança, paciência, ser tardio para irar-se ou para o desespero (Ef 4.2; 2Tm 3.10; Hb 12.1), é o caráter da pessoa que suporta as adversidades e que prossegue em seu empenho, apesar dos obstáculos; Bondade que faz desprezar as ofensas (Gl 5.22).
c) Dívidas. “Temperança” (gr. egkrateia), isto é, o controle ou domínio próprio sobre nossos próprios desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais; também a pureza (1Co 7.9; Tt 1.8; 2.5), também no controle da vida financeira. Talvez a palavra dinheiro e o verbo comprar sejam os mais usados nos lares. Entretanto, a má atitude de algum membro da família com relação ao dinheiro pode prejudicar a todos. Mas, se houver bom ensinamento e boa administração financeira, certamente o dinheiro será bênção. É necessário união e compreensão entre os membros da família. Se todos tiverem afeição e confiança entre si, se houver altruísmo, tolerância e respeito como base para seu relacionamento, a família conseguirá superar seus problemas financeiros. É preciso que todos saibam fazer a diferença entre aquilo que é necessário e o que é supérfluo, I Tm. 6: 8, cooperando-se mutuamente. Deve-se ter uma atitude equilibrada com relação ao dinheiro. Ele não deve ser encarado como um fim em si mesmo. É apenas um meio pelo qual se alcançam alguns valores da vida. Por outro lado, não podemos minimizar sua importância. É justo que se trabalhe, se esforce e que se poupe certa quantidade para momentos imprevisíveis e para outras necessidades da vida. Economizar visando a um futuro melhor para os filhos é um dever dos pais, e os filhos aprenderão a gastar construtivamente e a dar a devida importância ao dinheiro. Determinação de viver dentro dos rendimentos. Precauções devem ser tomadas para que as despesas do lar não ultrapassem ao que se ganha. Se há descontrole nas finanças, se os pais excedem nos gastos, é claro que no final do mês haverá dificuldades financeiras.
d) Infidelidade. “Fé” (gr. pistis), isto é, lealdade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e honestidade (Mt 23.23; Rm 3.3; 1Tm 6.12; 2Tm 2.2; 4.7; Tt 2.10). Nossa geração é bombardeada a todo momento com informação sensualizada. Vivemos em uma era de liberdade de expressão e de um estilo “livre” de vida. Hoje vemos nos filmes, nas novelas, nas músicas, nas danças, nas roupas da moda, etc., uma comercialização do sexo. Hoje em dia o sexo está tão banalizado que não há mais aquela expectativa dos noivos em se descobrirem aos poucos, em maravilharem-se um com o outro vivendo uma novidade maravilhosa de um toque, de uma fragrância, de surpresas que fortalecem o casamento e o amor. É grande a sobrecarga do “normal” (sexo antes do casamento é normal, homossexualismo é normal, filhos drogados é normal, você tem que aceitar…). O sétimo mandamento proíbe o adultério. A Bíblia diz em Êxodo 20.14  “Não adulterarás”. O pecado sexual é destrutivo mesmo que não se vejam as consequências imediatamente. A Bíblia diz em 1 Coríntios 6.18: “Fugi da prostituição. Qualquer outro pecado que o homem comete, é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo”. Como começa o pecado sexual? A Bíblia diz em Mateus 5.28: “Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela”.” A infidelidade contra o cônjuge é infidelidade contra Deus.
II. ATIVIDADES PROFISSIONAIS DOS PAIS
1. A mulher no mercado de trabalho. Segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) realizada pelo IBGE em 2007, a população brasileira chega a quase 190 milhões de brasileiros, com a estimativa de 51% de mulheres. Segundo dados do IBGE de 2000, a PEA (População Economicamente Ativa) brasileira, em 2001, tinha uma média de escolaridade de 6,1 anos, sendo que a escolaridade média das mulheres era de 7,3 anos e a dos homens de 6,3 anos . A maior parte das mulheres de hoje gere, simultaneamente, uma carreira e uma casa e consegue obter resultados tão bons ou melhores que qualquer homem que se move pelo meio empresarial. Aliás, as diferenças entre ambos têm-se vindo a esbater cada vez mais. As mulheres são alvo fácil desses problemas, pois além de trabalharem fora de casa, cumprem tarefas domésticas e acumulam mais responsabilidades. Isso faz com que elas se sintam mais pressionadas em relação aos seus papéis e culpadas quando não conseguem suprir as expectativas familiares e profissionais. Entre as doenças que podem aparecer, o estresse (que envolve dores de cabeça, insônia, gastrite, diarreia, queda de cabelo e alterações menstruais) é a mais comum. Outras, como a depressão, a ansiedade e os problemas cardíacos, são consideradas mais sérias. A psicóloga Marcelly Pimentel acredita que o lado emocional da mulher é o mais abalado nestes casos. “O excesso de trabalho causa a falta de paciência com as pessoas mais próximas, como familiares e parceiros, aumenta o estresse no trânsito (já que saem cansadas do trabalho), faz com que a mulher não tenha tempo para se cuidar e fazer as coisas que gosta”.
2. A ausência dos pais prejudica a criação dos filhos. Crianças se jogando no chão de Shopping Center porque os pais não compraram o brinquedo desejado. Outras gritam e choram por bolachas e pacotes de salgados, em supermercados. Adolescentes ignoram ordens dadas pelos pais, em relação ao horário de chegada em casa. Outros se drogam, bebem ou arranjam brigas nas ruas, para chamarem atenção. Rebeldia pode ser consequência da ausência dos pais dentro de casa. O mundo moderno exige que muitos pais e mães trabalhem mais de doze horas por dia. Em consequência disso, os pais acabam cedendo pedidos de seus filhos, por não terem uma vida presente com a criança. A carência resulta, em muitos casos, no fato do individuo se tornar rebelde, dentro ou fora do ciclo familiar. O sentimento mútuo de solidão, faz com que o individuo se sinta sozinho no ambiente em que vive (casa, escola e atividades extras). Para o psicólogo clínico, João de Barros, a criança não nasce rebelde. O ambiente em que ela irá crescer é que permite a possibilidade de um comportamento bom ou ruim, que será desenvolvido ao longo da vida. “A rebeldia ocorre por falha do ambiente. Sigmund Freud diz que quando houver mãe haverá psicanálise. Este trecho significa que pais ou substituto da figura paterna é que vão possibilitar se o comportamento dessa pessoa será inadequado ou não”
III. MÁ EDUCAÇÃO DOS FILHOS
1. Educação prejudicada. Em uma era na qual homem e mulher trabalham fora e em que, quando estão em casa, continuam a ser torpedeados por demandas diversas via celular ou internet, sobra cada vez menos tempo para os filhos. Acuados, pai e mãe acabam jogando a responsabilidade pela educação sobre a escola, por sua vez sobrecarregada e desnorteada diante de crianças que chegam sem ter recebido noções de limites da família. Os pais têm se omitido bastante e estão terceirizando a educação dos filhos. Dizem que ela é função da escola, e a escola responde que é função dos pais. É um grande impasse. Brinco que vai acabar sendo a polícia, quando o filho chegar na adolescência – alerta Tania Marques, doutora em Educação e professora de Psicologia da Educação da Faculdade de Educação da UFRGS
2. Quem são os professores? Procurar levar e buscar nossos filhos na escola, pelo menos algumas vezes por semana, conversar com os professores e comparecer às reuniões; Olhar sempre os cadernos das crianças e perguntar sobre as aulas. Se não dermos atenção à vida escolar dos nossos filhos, a mensagem que vamos passar é de que isso não é importante. Computador e internet se tornam prejudiciais quando roubam tempo de outras atividades necessárias ou desejáveis. Uma a duas horas de TV por dia estão dentro do razoável. A criança precisa de outros tipos de estímulo e de contato com a natureza. No caso da internet, não subestime os perigos. Mantenha o computador em um local onde possa vigiá-la e acompanhe de muito perto o que seu filho põe na rede e com quem se relaciona. As tecnologias têm importância na educação das crianças, mas é necessário cuidado com os excessos 
3. Falta de estrutura espiritual e moral. A ausência de Deus é o inimigo número um do lar. Ele se revela quando o ambiente em casa é destituído de espiritualidade. Quando Deus está presente no lar, sente-se uma atmosfera diferente, agradável e santa. “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam.” Como é desastroso quando achamos que podemos conduzir alguma coisa em nossa vida sem Deus! Como somos ingênuos quando achamos que a tranca da porta irá proteger nossa família! Como é fácil perder de vista a magnitude da vida e o poder devastador do pecado e a sordidez de Satanás. É fácil deixarmos a prepotência reinar em nós e perdermos a referência do quanto dependemos de Deus. “Se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada…”. Você acha mesmo que a sua inteligência, sua solidez financeira, seu bom exemplo moral, ou mesmo os ensinos que você tem transmitido aos seus filhos são suficientes para garantir a paz em seu lar?
CONCLUSÃO
Conflitos nas relações familiares não deixarão de existir, mesmo numa família cristã. Contudo, não há como negar que através da instituição familiar Deus realiza maravilhas na vida dos membros e capacita-os a vencer todas as dificuldades. O plano de Deus é que a família seja um lugar de refúgio e segurança, permanecendo firme sob pressões. Ela deve ser um lugar onde os seus membros possam atingir maturidade, compartilhando de coisas boas e diversão! Há muitos exemplos disto na Bíblia – no Salmo 128, por exemplo. O ambiente familiar é um local onde deve existir harmonia, afetos, proteção e todo o tipo de apoio necessário na resolução de conflitos ou problemas de algum dos membros. As relações de confiança, segurança, conforto e bem-estar proporcionam a unidade familiar.
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