Subsidio Doutrinario Para Escola Biblica Dominical Pela Cpad


Lições Bíblicas  Jovens e Adultos  2º trimestre de 2013

Lição 9 

introdução
A cultura judaico-cristã Legou à humanidade um padrão moral e ético elevado, no entanto, vivemos dias em que esta mesma humanidade busca ardorosamente libertar-se do jugo ético e moral judaico-cristão para entregar-se à uma ética e moral relativizada e muito abaixo daquela estabelecida na Bíblia Sagrada. Embora vivessem numa sociedade onde o pecado sexual era comum e aceitável, os apóstolos não transigiam com a verdade e a santidade de Deus. Não rebaixaram os padrões morais para acomodá-los às ideias e tendências daquela sociedade. Sempre que se deparavam com baixo padrões morais em alguma igreja (Ap 2.14,15,20), repreendiam-na e procuravam corrigi-la. Deus determina para todos os crentes normas elevadas de pureza e santidade concernentes a assuntos sexuais. A oração final de Paulo em favor dos crentes tessalonicenses é que sejam santificados. Essa deve ser nossa oração. Tenhamos todos uma excelente e abençoada aula!
I. QUESTÕES SOBRE A SEXUALIDADE
1. Um mundo dominado pelo erotismo. É comum a sociedade exaltar o pecado, chamando a depravação de força varonil, de virtude autêntica e de liberdade elogiável. Ao mesmo tempo a sociedade opõe-se à retidão, tachando-a de maléfica. Dois exemplos conhecidos, a respeito do assunto em pauta. A perversão sexual (isto é, do homossexualismo e do lesbianismo), a sociedade considera um modo de vida alternativo legítimo, que deve ter aceitação pública, enquanto os que condenam tal conduta, por observarem as normas bíblicas da moralidade sexual são chamados de intolerantes e defensores de um preconceito opressor. Os defensores do aborto, a sociedade os chama de pessoas sensíveis, dedicadas com afinco aos direitos da mulher, ao passo que os defensores da vida, a mesma sociedade os chama de extremistas ou fanáticos religiosos. Quanto ao crente, este deve, em todo tempo, manter-se fielmente e de todo coração, dentro dos padrões divinos do bem e do mal, conforme nos revela a Palavra de Deus escrita. Precisamos, a exemplo do Salmista, repudiar fortemente os feitos iníquos, não tolerá-los em nossa presença; assim, estaremos procurando seguir o exemplo de Deus, que não tolera um pecador sem arrependimento em sua presença.
2. Fornicação é pecado. Temos ciência de que aqueles que experimentam o sexo fora dos padrões de Deus obtém prazer e também têm filhos, pois essas duas manifestações da bênção de Deus para o sexo não são revogadas. Entretanto, o sexo irresponsável traz consequências para o homem e a mulher, como filhos não planejados e não reconhecidos, mães assumindo lares sozinhas, doenças sexualmente transmissíveis, memórias contaminadas pelo desprezo e pelo abandono, etc. Desde o princípio, Deus estabeleceu o casamento e a família que dele surge, como a primeira e a mais importante instituição humana na terra (Gn 2.24). A prescrição divina para o casamento é um só homem e uma só mulher, os quais tornam-se uma só carne (isto é, unidos em corpo e alma). Este ensino divino exclui o adultério, a poligamia, a homossexualidade, a fornicação e o divórcio (Mc 10.7-9; Mt 19.9). DEUS tem elevados padrões para seu povo, quanto ao casamento e à sexualidade (Hb 13.4). A Bíblia diz em Provérbios 5:18-19 “Seja bendito o teu manancial; e regozija-te na mulher da tua mocidade. Como corça amorosa, e graciosa cabra montês saciem-te os seus seios em todo o tempo; e pelo seu amor sê encantado perpetuamente”. A Bíblia diz em 1 Coríntios 6:18 “Fugi da prostituição. Qualquer outro pecado que o homem comete, é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo”.
3. Prazer no casamento. Pessoas mal resolvidas na sua sexualidade podem ter sérios problemas conjugais. É importante desconstruir a ideia de que o sexo é pecaminoso. Os cristãos devem entender que o sexo no âmbito do casamento expressa a vontade de Deus para um matrimônio feliz. Em Provérbios 5.18-23, é traçado um belo paralelo entre matar a sede com água limpa e fresca e a satisfação da sede sexual do casal com a intimidade sexual regular e estimulante no casamento. Esse texto indica que o relacionamento sexual deve proporcionar grande prazer aos parceiros. A esposa é descrita como terna, atraente, amorosa e satisfatória. O ponto de vista de Deus quanto ao relacionamento sexual no casamento é o de uma parceria amorosa, inebriante, erótica e estimulante. Esse relacionamento é o meio mais eficiente de se prevenir contra a infidelidade.
II. O VALOR DA PUREZA SEXUAL ANTES DO CASAMENTO
1. No Antigo Testamento. No hebraico: betûlãh, significando moça solteira, virgem; e ‘almãh: virgem, moça. Caso fosse descoberto que uma moça não era virgem antes do casamento, ela seria apedrejada até a morte (Dt 22.20,21). Foi o próprio Deus quem, no início, disse: “.. Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjuntora que esteja como diante dele” (Gn 2.18). O Criador, em sua bondade e sabedoria, viu que o homem carecia de uma companheira para todos os momentos, e criou a mulher. Isto visava, também, a preservação da pureza da sexualidade entre o casal (veja: Pv 5.17-19; 1 Co 7.2; Hb 13.4). O plano de Deus é que um homem e uma mulher, unidos legitimamente, desfrutem do sexo. Um texto bíblico, talvez o mais lembrado quando se trata de pureza tanto moral como espiritual, é Salmo 119.9, que assim diz: “Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra”. A Nova Versão Internacional da Bíblia Sagrada apresenta o mesmo texto da seguinte forma: “Como pode o jovem manter pura a sua conduta? Vivendo de acordo com a tua palavra”. “Como podem os jovens, cheios das chamas da juventude e sempre tentados a experimentar coisas novas, com frequência pecaminosas, manter- se puros? Muitos jovens não são pecadores endurecidos, mas tradicionalmente enfrentam problemas de pureza da vida, porquanto se inclinam a fazer experiências, em parte movidos pela curiosidade, em parte por suas corrupções interiores […]. O salmista encontrou a resposta para o seu problema na LEI DE DEUS”. (adaptado de: Russell Norman Champlin; Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo; Editora Hagnos; pág.2433-2434.). Alguém disse e escreveu certa vez que: “As concupiscências dos jovens são naturalmente fortes e inclinam por contaminar a alma”. E citou Provérbios 1.4; 20.11. A Bíblia ensina em 1 Timóteo 4.12, especialmente aos jovens, o seguinte: “Ninguém despreze a tua mocidade; mas SÊ O EXEMPLO DOS FIÉIS, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza”. “O texto de Salmos 119.9-11 é fundamental para a vida do jovem, servo de Deus, em todos os tempos. No Antigo Testamento, a moral era tão rígida, em termos de pureza sexual que, se uma jovem praticasse sexo antes do casamento seria morta (Dt 22.20,21). Sua sentença era a pena capital. Fornicação era o mesmo que prostituição (Dt 22.20, 21). Na cultura patriarcal (no tempo de Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, etc…), o homem tinha privilégios que não eram desfrutados pela mulher. A moça que fornicava era morta. O homem que fornicasse tinha que casar com a moça (Dt 22.28,29). […]. Um sacerdote não podia casar com mulher repudiada ou prostituta. Tinha que casar com uma moça virgem (Lv 21.13,14)” (Elinaldo Renovato de Lima; A família cristã e os ataques do inimigo; Editora CPAD; pág.104-105.).
2. No Novo Testamento. A virgindade, do grego parthenia, cognato de parthenos –usado em 1Co 7.36-38 acerca das filhas virgens, que quase certamente formava uma das questões sobre a qual a igreja em Corinto pediu instruções do apóstolo. “Alguém poderia dizer, sem pensar bem, ou por desconhecimento da Bíblia, que a moral, no Novo Testamento, é menos rígida que na antiga aliança. Seria ledo engano. Jesus Cristo não só cumpriu tudo o que estava previsto na Lei, como trouxe uma forma mais profunda e abrangente, em termos de cumprimento dos preceitos legais. Ele deixou de lado o formalismo e o legalismo, que valorizavam apenas os atos exteriores do comportamento, e se fixou na origem dos pecados, que nascem do interior do ser, do coração, ou da mente corrompida do homem (Mt 15.19). Para Jesus, a pureza tem que ser interior, tem que partir de dentro do coração e aparecer no exterior, como “luz do mundo” (Mt 5.14). Daí, porque ele considera adultério, não só o ato sexual entre pessoas não casadas, mas até mesmo o pensamento lascivo (Mt 5.28)” (Elinaldo Renovato de Lima; A família cristã e os ataques do inimigo; Editora CPAD; pág.105.). Um texto relacionado com o nascimento de Jesus, muito interessante no contexto de nosso assunto aqui: “o valor da pureza sexual”, é Lucas 1.26,27: “E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria”. Virgem significa: “mulher que ainda não teve relações sexuais”, “donzela”. Como bem diz o pastor Elinaldo Renovato: “[…] a pureza sexual em o Novo Testamento é tanto para o homem quanto para a mulher. Ambos devem manter-se castos e virgens até o casamento” [Elinaldo Renovato, Lições Bíblicas, CPAD, 2º trimestre 2013, lição 09, pág.63 (revista do mestre).].
III. O SEXO QUE A BÍBLIA CONDENA
1. A prática do homossexualismo. A Bíblia declara que o comportamento homossexual é abominação a Deus. Tal perversão do plano de Deus para o casamento (Gn 2.24) mancha a imagem de Deus (Gn 1.27), distorce a intenção do Senhor em fazer do homem e da sua mulher uma só carne e corrompe o nascimento de filhos, podendo acabar com a continuidade das gerações. No Antigo Testamento o comportamento homossexual, que incluía o lesbianismo, era proibido, considerado imundo e punido com a morte (Lv 18.22;20.13). Paulo declara que é um desvio de comportamento, a antítese do plano de Deus, destinado ao julgamento do Senhor (Rm 1.18-32). Deus oferece misericórdia e perdão a qualquer indivíduo que tenha participado desse estilo de vida pecaminoso (1Co 6.9,11), mas atos homossexuais são uma abominação e não são tolerados por um Deus santo. Algumas pessoas têm declarado que o homossexualismo tem raízes em uma modificação genética, mas não há provas substanciais disso. Deus não criaria uma pessoa destinada à condenação (Sl 139; Jo 3.16). Tanto o Antigo quanto o Novo Testamento eliminam a possibilidade de desculpar o comportamento homossexual por razões biológicas. No Antigo Testamento, o Criador de toda a vida exorta dizendo que uma pessoa que seja pega num ato homossexual não pode culpar o Criador nem ninguém além de si mesma (Lv 20.13). No Novo Testamento, Deus diz que os homossexuais podem mudar e deixar de ser prisioneiros de sua suposta constituição genética (1Co 6.11). Mesmo que um caso de uma provável predisposição genética seja apresentado, isso não retira a responsabilidade moral nem transforma em correto esse comportamento. Toda ação humana está sujeita à vontade do indivíduo. Se você sujeitar sua vontade ao plano de Deus para sua vida, qualquer tipo de comportamento pode ser mudado. O perdão, a graça e a misericórdia de Deus estão sempre disponíveis.[Homossexualidade, Bíblia de Estudo da Mulher. SBB; p. 168]
2. Educando os jovens na Palavra de Deus. Com base na Bíblia Sagrada, ensinemos às nossas crianças, adolescentes e jovens, que a intimidade sexual é limitada ao matrimônio. Somente nesta condição ela é aceita e abençoada por Deus (Gn 2.24; Ct 2.7; 4.12). Mediante o casamento, marido e mulher tornam-se uma só carne, segundo a vontade de Deus. Os prazeres físicos e emocionais normais, decorrentes do relacionamento conjugal fiel, são ordenados por Deus e por Ele honrados. O adultério, a fornicação, o homossexualismo, os desejos impuros e as paixões degradantes são pecados graves aos olhos de Deus por serem transgressões da lei do amor (Êx 20.14) e profanação do relacionamento conjugal. Tais pecados são severamente condenados nas Escrituras (Pv 5.3) e colocam o culpado fora do reino de Deus (Rm 1.24-32; 1Co 6.9,10; Gl 5.19-21). A imoralidade e a impureza sexual não somente incluem o ato sexual ilícito, mas também qualquer prática sexual com outra pessoa que não seja seu cônjuge. Há quem ensine, em nossos dias, que qualquer intimidade sexual entre jovens e adultos solteiros, tendo eles mútuo “compromisso”, é aceitável, uma vez que não haja ato sexual completo. Tal ensino peca contra a santidade de Deus e o padrão bíblico da pureza. Deus proíbe, explicitamente, “descobrir a nudez” ou “ver a nudez” de qualquer pessoa a não ser entre marido e mulher legalmente casados (Lv 18.6-30; 20.11, 17, 19-21; ver 18.6). O crente deve ter autocontrole e abster-se de toda e qualquer prática sexual antes do casamento. Justificar intimidade premarital em nome de Cristo, simplesmente com base num “compromisso” real ou imaginário, é transigir abertamente com os padrões santos de Deus. É igualar-se aos modos impuros do mundo e querer deste modo justificar a imoralidade. Depois do casamento, a vida íntima deve limitar-se ao cônjuge. A Bíblia cita a temperança como um aspecto do fruto do Espírito, no crente, isto é, a conduta positiva e pura, contrastando com tudo que representa prazer sexual imoral como libidinagem, fornicação, adultério e impureza. Nossa dedicação à vontade de Deus, pela fé, abre o caminho para recebermos a bênção do domínio próprio: “temperança” (Gl 5.22-24). Os termos gregos porneia (fornicação) e aselgeia (lascívia) descrevem uma ampla variedade de práticas sexuais, prémaritais. Tudo que significa intimidade e carícia fora do casamento é claramente transgressão dos padrões morais de DEUS para seu povo (Lv 18.6-30; 20.11,12, 17, 19-21; 1Co 6.18; 1Ts 4.3). A lascívia denota a ausência de princípios morais, principalmente o relaxamento pelo domínio próprio que leva à conduta virtuosa (ver 1Tm 2.9). Isso inclui a inclinação à tolerância quanto a paixões pecaminosas ou ao seu estímulo, e deste modo a pessoa torna-se partícipe de uma conduta antibíblica (Gl 5.19; Ef 4.19; 1Pe 2.2,18).
CONCLUSÃO
Vivemos atualmente em uma cultura obcecada pelo sensual. As empresas de publicidade fomentam e aproveitam-se dessa obcessão para atrair o público e vender seus produtos. Este interesse universal está sendo hoje explorado em detrimento da ética e da moral cristã. Vemos a decadência na perda da virtude e no endurecimento da sensibilidade moral dos jovens. Todo pecado começa na mente. Os pensamentos provocam ações. Os pensamentos estimulam as emoções e estas debilitam a vontade, por sua vez, a vontade responde às insinuações dos pensamentos e das emoções. No entanto, a postura da igreja local é educar os seus membros à luz da Bíblia mostrando que o homossexualismo é pecado e como o crente deve lidar com essa questão. O Senhor aborrece a prática pecaminosa, mas ama as pessoas, pois foi por elas que o Senhor Jesus morreu.
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