Subsidio Doutrinario Para Escola Biblica Dominical Pela Cpad


Lições Bíblicas  Jovens e Adultos  2º trimestre de 2013

Lição 1

introdução
Iniciamos o segundo trimestre de 2013 estudando um assunto pertinente e urgente, “A Família Cristã no século XXI”.  A Igreja não está imune aos desafios impostos pela vida hodierna. Este século nos apresenta um inédito desafio de um mandamento cultural na contramão daquele vivido pela família primeva, Adão e Eva: “crescei pouco e não multiplicai”. A realidade nos pressiona a isso; a competitividade e o aumento do custo relativo em todos os níveis têm mudando radicalmente a família e nós, cristãos evangélicos, não estamos obliterados desta realidade biológica ou esta lógica da vida em nosso dia a dia. O casamento tardio, as famílias alternativas (das chamadas “produções independentes” às relações homossexuais), os vários casamentos (transformando casamentos em formas de namoro) e tantos outros fenômenos são indicativos da perda funcional da família em seu aspecto biológico. Por isto, julgo de suma importância o engajamento neste trimestre, do estudo profícuo e acurado, e a aplicação imediata de tudo o que for ministrado em nossas escolas dominicais. Sejam todos abençoados! Uma boa e produtiva aula!
I. A FAMÍLIA NO PLANO DIVINO
1. O propósito de Deus. Deus tem propósitos para a família. Foi a primeira instituição sobre a face da terra; Ele têm planos extraordinários de bênçãos e realizações. e este projeto do Senhor é imutável, perfeito e eterno. A Palavra do Senhor nos ensina que todas as coisas terrenas e humanas, são como figura e sombra das celestiais (Hb 8.5), por isso o Reino de Deus é a expressão máxima do que vem ser uma família. No céu estavam presentes a Trindade, o Pai, Filho e o Espírito, como também querubins, serafins, arcanjos e anjos em uma harmonia e hierarquia que nossa mente humana limitada não alcança em compreender, o Criador é um ser sociável que precisava dar e receber amor, atenção, conselhos, proteção, sustento, abrigo, amizade, assim se originou a Família de Deus na dimensão celestial. No livro de Gênesis 1.26-27, se dá o início da primeira família humana, Adão (hebraico, Adam = tirado da terra), formado a imagem e semelhança de Deus, logo após isso pelo motivo da solidão que o homem sentia, Deus lhe entrega a mulher formada de sua própria costela, do lado para ser auxiliadora, debaixo do braço para ser protegida e perto do coração para ser amada. O lar doce lar desta família era o jardim do Éden (original tradução = prazer), era um lugar de prazer, satisfação onde eles se sentiam muitíssimos bem um com o outro e ambos com Deus. O homem recebe uma responsabilidade, guardar o jardim do Éden, Gênesis 2.15, podemos questionar então, mas, guardar do que ou de quem? Lendo este verso bíblico acima entendemos que ele recebera duas tarefas, uma era física lavrar o jardim, outra espiritual guardar o jardim, guardar de qualquer ação do maligno o adversário de Deus e de Sua criação, essa autoridade ele recebeu do Senhor de dominar sobre toda criação. [Fonte: http://pt.shvoong.com/humanities/religion-studies/499666-fam%C3%ADlia-eterno-prop%C3%B3sito-deus/#ixzz2PR514Uxf%5D.
2. Um lugar de proteção e sustento. Quando Deus criou o ser humano nas figuras de Adão e Eva, deu-lhes como habitação uma vasta área repleta de fertilidade, de natureza exuberante, com o melhor em recursos vegetais, animais e minerais. A região, conhecida como Jardim do Éden (hb. Gan Eden, גן עדן). No Éden, ao homem era permitido desfrutar de tudo o que a natureza oferecesse em se falando de alimento e abrigo, exceto os frutos da árvore do conhecimento do que era bom e mau. Adão e sua companheira, Eva, desobedeceram a única proibição que tinham e deram origem ao pecado, sendo expulsos pelo Senhor do jardim. Manipulados pela serpente para provarem do fruto proibido, romperam uma aliança muito íntima com Deus, expulsos do lugar que tudo lhes oferecia. Tiveram que, a partir daí, conquistar o alimento com o suor, trabalhando para seu sustento. O lar deve ser a fortaleza de Deus para dominar a terra e não trincheira do diabo. Quando há um crime na rua, fique sabendo que aquele criminoso é resultado dum lar que falhou lá atrás. É preciso que o lar domine, que a família lidere em todos os aspectos sociais, que imprima ritmo a uma vivência sadia, que divulgue através do seu testemunho a grandeza de Deus. Que mostre ao mundo os verdadeiros valores que estão se deteriorando cada dia mais. Que proclame ao mundo que servir a Deus é a melhor coisa do mundo.
3. A primeira família. Ao implantar a família sobre a terra, Deus queria que o Seu caráter santo fosse refletido através da vivência harmoniosa entre os cônjuges, filhos e pais, em um ambiente onde o amor, que é a essência do caráter de Deus, fosse vivenciado. O objetivo Divino é que a família seja uma grande vitrine espelhada, a qual possa refletir À Sua imagem a uma sociedade promíscua e divorciada dos verdadeiros valores que devem reger a vida familiar. Marido e mulher devem mostrar ao mundo que é possível viverem juntos, apesar de suas imperfeições, fraquezas e diferenças. Casamento não significa a união de duas pessoas perfeitas, mas imperfeitas , vivendo juntas com o amor de Deus aperfeiçoando o seu relacionamento, através do entendimento e perdão recíproco.
 II. A QUEDA E AS SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA A FAMÍLIA
1. O ataque do Inimigo. Adão e Eva foram colocados no Jardim do Éden para ali viverem e encherem a Terra com seus descendentes. Ambos, primeiramente Eva e depois Adão e teriam comido o fruto proibido da árvore da ciência (do “conhecimento do bem e do mal”) criada por Deus, e após o ocorrido, de acordo com o relato bíblico, toda a humanidade ficou privada da perfeição e da perspectiva de vida infindável. Surge aqui a noção de pecado herdado – tendência inata de pecar – e a necessidade de um resgate da humanidade condenada à morte. Após comerem do fruto proibido, Adão e Eva tiveram ciência de que andavam nus e por isso, esconderam-se ao notar a presença de Deus no Jardim do Éden.Deus os expulsou do jardim do Éden, e os deu roupas de pele animal. Em Gn 1.28, começa a “Primeira Dispensação”. Uma Dispensação é um período de tempo em que o homem é provado com respeito à sua obediência e alguma revelação específica da vontade divina. O homem foi colocado em um ambiente perfeito, sujeito a uma lei simples e advertido das consequências da desobediência. A mulher caiu pelo orgulho; o homem deliberadamente (Ef 1.10; 1Tm 2.14). Deus restaurou as suas criaturas pecaminosas, mas a Dispensação da inocência terminou com o julgamento e a expulsão do casal (Gn 3.24). Nesta Dispensação o homem tinha uma perfeita comunhão com Deus, pois notamos que o Senhor andava no jardim na viração do dia (Gn 3.8). 0 homem foi dotado de inteligência perfeita e capacidade para poder administrar o mundo. Foi-lhe dado o direito de dar os nomes aos animais, orientado por uma intuição dos propósitos divinos a seu respeito. O homem possuía por intuição, e não por um processo didático, uma perfeição física, mental e moral. A mulher foi feita não da cabeça do homem, para não governá-lo; nem de seus pés, para não ser pisoteada por ele; mas de seu lado, para ser amparada; e de perto do coração, para ser amada. Em Gn 1.28, temos também a primeira das oito grandes Alianças da Bíblia – A Edênica, que determina a vida e a salvação do homem.
2. Os resultados da Queda no relacionamento familiar. As Consequências da Queda do Homem são: Conhecimento do mal; A perda da comunhão com Deus; Separou-se de Cristo; O espírito do homem ficou em estado de morte; A perversão da natureza moral; Tornou-se escravo do pecado e de Satanás, e Perdeu muito de sua inteligência (além de outros resultadosfunestos). As três conseqüências más sobre a mulher, uma maldição tríplice: A concepção multiplicada; O aumento de dores durante a maternidade, e Sujeição ao domínio do homem. Vedado o Caminho da Árvore da Vida (Gn 3.24). Foi por misericórdia que Deus expulsou Adão e Eva do Jardim e proibiu a sua aproximação da árvore da vida, pois se tivessem comido dessa árvore amargariam uma existência eterna, no triste estado em que se encontravam! Era preferível estarem sujeitos à morte física, pois a mesma serve para conduzir o homem a Cristo. Em Gn 3.15, encontramos a Primeira Promessa do Redentor.
3. A vida familiar depois da Queda. Em Eclesiastes 7.29 lemos: “Eis-que, só isto achei: que Deus fez o homem direito, mas eles buscaram muitas invenções“. Nada é mais evidente do que os dois fatos mencionados nesta passagem; a saber, a justiça original do homem e a sua queda mais tarde. A santidade original do homem não era imutável. A mutabilidade é uma característica necessária da natureza humana. Imutabilidade requer infinidade de conhecimento e poder. A infinidade é uma característica só da divindade. Portanto, desde que Deus desejou criar o homem e não um deus, Ele fez Adão mutável. Isto tornou possível a queda. Quando Adão provou a corrupção de sua natureza, ele não ficou como simples individuo senão como o cabeça natural da raça. O primado natural de Adão está claramente ensinado no capítulo cinco de Romanos. O seu primado ali não se apresenta como simples primado federal. Adão não pecou meramente por nós, como se ele fosse o mero cabeça federal da raça; nós pecamos nele (Rm 5.12). Com a queda, Adão e Eva sofreram a corrupção de sua natureza, a qual lhes trouxe ao mesmo tempo morte natural e espiritual. O efeito total da queda de Adão sobre a raça é a corrupção da natureza da raça, a qual traz a raça a um estado de morte espiritual e a torna sujeita à morte física. Os descendentes de Adão são feitos responsáveis, não pelo ato manifesto de Adão em participar do fruto proibido senão pela apostasia interior de sua natureza de Deus. Não somos pessoalmente responsáveis pelo ato manifesto de Adão porque o seu ato manifesto foi o ato de sua própria vontade individual. Mas, nossa natureza, sendo uma com a dele, corrompeu-se na apostasia de sua natureza dele. Daí, o efeito da queda sobre a raça não consiste tanto da culpa pessoal pelo ato manifesto de Adão como da corrupção da natureza da raça. Não somos responsáveis por qualquer coisa de que não podemos arrepender- nos quando vivificados pelo Espírito de Deus. Está qualquer homem hoje convicto do pecado de Adão de participar do fruto proibido? Mas nós nos sentimos convictos e podemos e nos arrependemos da corrupção de nossas naturezas, corrupção que se manifesta em rebelião contra Deus e em transgressões pessoais. Não cremos que a Escritura ensine mais do que isto a respeito dos efeitos da queda sobre o raça. Para uma discussão de João 1:29 a este respeito, vide o capítulo sobre a expiação.{http://www.palavraprudente.com.br/estudos/tpaul_s/doutrinabiblica/cap16.html }
III. A CONSTITUIÇÃO FAMILIAR AO LONGO DOS SÉCULOS
1. Família patriarcal. A família assume uma estrutura característica. Por estrutura entende-se, “uma forma de organização ou disposição de um número de componentes que se inter-relacionam de maneira específica e recorrente” (WHALEY e WONG, 1989; p. 21). Deste modo, a estrutura familiar compõe-se de um conjunto de indivíduos com condições e em posições, socialmente reconhecidas, e com uma interacção regular e recorrente também ela, socialmente aprovada. Quando pensamos em modelo patriarcal, pensamos de imediato em um tipo de estrutura familiar extensa, ou seja, é um conceito de família que abriga em seu seio todos os agregados. Na definição da família patriarcal, temos uma família numerosa, composta não só do núcleo conjugal e de seus filhos, mas incluindo um grande número de criados, parentes, aderentes, agregados e escravos, submetidos todos ao poder absoluto do chefe de clã, que era, ao mesmo tempo, marido, pai, patriarca. O termo patriarcalismo, designa a prática desse modelo como forma de vida própria ao patriarca, seus familiares e seus agregados. Nele, o pater seria o chefe (ou, autoridade maior) do grupo familiar. Logo, não se restringe apenas ao núcleo familiar pai, mãe e filhos, mas faz referência a todos os que giram em torno do núcleo centralizador dos vários tipos de relação: o patriarca. Dessa forma, o patriarca constitui-se em um núcleo econômico e um núcleo de poder.
2. A família nuclear (monogâmica). Este foi o modelo idealizado pelo Senhor: Um homem e uma mulher, unidos pelo matrimônio. A família pode também, assumir uma estrutura nuclear ouconjugal, que consiste em duas pessoas adultas (biblicamente uma mulher e um homem) e nos seus filhos, biológicos ou adotados, habitando num ambiente familiar comum. A estrutura nuclear tem uma grande capacidade de adaptação, reformulando a sua constituição, quando necessário, quando um dos cônjuges falece, por exemplo. A poligamia vai contra o princípio divino do marido e da esposa ser uma só carne (Gn 2.24; Mt 13.5).
3. A família na atualidade. Quando um crime é executado nas ruas, podemos ter a certeza que o criminoso é resultado de um lar que falhou no passado. Que a família domine em todos os aspectos da vida, que imprima ritmo a uma vivência sadia que divulgue através do seu testemunho a grandeza de Deus e que revele ao mundo os verdadeiros valores morais que estão cada vez mais deteriorados em nossos dias. O lar deve ser a fortaleza de Deus para dominar a terra e não trincheira do diabo. Quando há um crime na rua, fique sabendo que aquele criminoso é resultado dum lar que falhou lá atrás. É preciso que o lar domine, que a família lidere em todos os aspectos sociais, que imprima ritmo a uma vivência sadia, que divulgue através do seu testemunho a grandeza de Deus. Que mostre ao mundo os verdadeiros valores que estão se deteriorando cada dia mais. Que proclame ao mundo que servir a Deus é a melhor coisa do mundo. A promiscuidade deve ser condenada, conceitos errados tem que cada dia mais diminuir pelo comportamento sadio de uma família que serve a Deus. O mundo tem que aprender com a família de Deus e nunca ao contrário. Conceitos que desprezam a palavra de Deus devem ser condenados pela família, mesmo porque qualquer comunidade que despreze os princípios bíblicos, a tendência é o apodrecimento. As pessoas desejam a felicidade. Almejam o sucesso. Eu conheço muitas famílias de sucesso que não são felizes mas também conheço muitas famílias que ainda não conseguiram realizar todos os seus sonhos, mas são imensamente felizes, isto porque há, sucesso e felicidade não são palavras sinônimas. Felicidade é um sentimento de bem estar consigo mesmo e sua consciência pela vida plena encontrada em Jesus Cristo. Sucesso é objetivos que são alcançados e almejados. Portanto, voce pode ser feliz sem ter sucesso, e pode ter sucesso sem ser feliz. Deus quer que voce seja feliz e tenha muito sucesso. [http://www.midiagospel.com.br/familia/estudos-para-casais/os-propositos-de-deus-para-a-familia.html].
CONCLUSÃO
. Esta mudança nos fundamentos da família tem afetado os papeis culturais do homem e da mulher e nunca a família foi tão desafiada pelas forças do mal como hoje. Os homens se vêem num processo reverso aos últimos milênios, na medida em que a “família moderna” o fez dispensável. O século XXI apresenta um homem mais dispensável e traz o desafio de recriar sua função e imagem em meio à cultura. A mulher, por sua vez, busca outra forma de ocupação e valorização que não seja apenas concentrada na maternidade. Tudo isto aponta para um fim da família como a conhecemos. Em um mundo onde tudo está se tornando relativo e a felicidade se faz um fim em si mesma, é importante reafirmar que o casamento foi ideia de Deus, desde o início, e Ele o criou para cumprir os seus propósitos. N’Ele, que me garante: “Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8),
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