Subsidio Doutrinario Para Escola Biblica Dominical Pela Cpad


4º trimestre de 2012:

LIÇÃO 12

introdução
A dominação persa marca o contexto da profecia de Zacarias. Provavelmente seu pano de fundo sejam os distúrbios que principiaram depois da morte de Cambises, em 522 a. C., motivados pela sucessão do trono persa. A política desse império previa a restauração dos cultos dos povos dominados. Ao patrocinar o culto local, esperava conseguir algum consenso, pelo menos dos sacerdotes, para sua administração. É claro que esse conceito de tolerância não pode ser levado ao pé da letra. Não se tratava de consideração legítima pelos outros, mas sim da percepção que o império mundial poderia ser mais bem dominado de maneira duradoura. Qual a situação dos judeus nessa nova ordem política? O povo de Deus continuava dominado. O desejo de libertação, acompanhado de esperança, ainda era extremamente necessário. É nesse contexto que a mensagem de Zacarias se faz presente. Tenham todos uma excelente e abençoada aula!
I. O LIVRO DE ZACARIAS
1. Contexto histórico (1.1). O ambiente no qual Zacarias desenvolveu seu ministério foi o do retorno do cativeiro babilônico. Ao assumir o trono, “para que se cumprisse a palavra do Senhor, falada por intermédio de Jeremias”, Ciro, rei dos medos e persas, decretou que todo o povo de Judá que estava cativo subisse para edificar a casa do Senhor (Ed 1.1-4). Além disso, todos os utensílios do templo, que estavam em Babilônia foram enviados de volta a Jerusalém (vs. 7-11). O livro recebe o nome do seu autor. Dois meses depois do início do ministério de Ageu, Deus levanta a Zacarias para também trazer uma mensagem ao povo. O livro de Zacarias é o 38° livro no cânon das Escrituras Protestantes. A reconstrução do templo de YHWH em Jerusalém estava completamente parada quando Zacarias iniciou seu ministério. Ao passo que Salomão construíra o templo original em sete anos e meio (1Rs 6.37,38), os judeus repatriados já haviam retornado a Jerusalém havia 17 anos e ainda faltava muito para terminar a construção. A obra finalmente havia parado por completo após a proscrição da parte de Artaxerxes. Mas agora, apesar dessa proscrição oficial, a obra estava novamente em andamento. Deus comissiona Ageu e Zacarias para incitar o povo a reiniciar a construção e a continuar até terminá-la (Ed 4.23, 24; 5.1, 2). Em sua juventude, Zacarias havia trabalhado lado a lado com Ageu, mas ao escrever os capítulos 9—14 (que a maioria dos estudiosos data entre 480—470 a.C.), já se achava idoso. A totalidade das profecias de Zacarias foi enunciada em Jerusalém diante dos 50.000 judeus que haviam voltado a Judá na primeira etapa da restauração. O NT indica que Zacarias, filho de Baraquias, foi assassinado “entre o santuário e o altar” (i.e., no lugar da intercessão) por oficiais do templo (Mt 23.25). Algo semelhante ocorrera a outro homem de DEUS que tinha o mesmo nome (ver 2 Cr 24.20,21). [d]
2. Vida pessoal. Zacarias (Zekhar·Yah) que significa “YHVH se Lembra”. Este era um nome popular no Antigo Testamento. Ali encontramos mais de trezentas pessoas designadas com este nome. Contudo, o escritor deste livro é identificado como “Zacarias, filho de Berequias, filho de Ido, o profeta” (Zc 1.1; Ed 5.1; Ne 12.12,16). Ido, era líder de uma família de sacerdotes, e filho de Berequias (Zc 1.1). Ele nasceu em Babilônia e pertencia à tribo de Levi. Provavelmente retornara do exílio juntamente com os demais judeus (Ne 12: 1, 4, 16)4. Dessa forma, ele ocupou os dois ofícios, sacerdote e profeta (Ne 12.1, 4, 7, 10, 12 e 16). O profeta aparece na Bíblia tanto como filho de Berequias (Zc 1.1) quanto filho de Ido (Ed 1.1; 6.14)6. A palavra “filho”, entretanto, em Hebraico, pode significar também neto ou Descendente. O livro de Zacarias torna bem claro que “YHWH TSABAOTH” se lembra do Seu povo, para tratá-los bem por causa do Seu próprio nome (Zc 1.3). Pelas datas mencionadas no livro, ele abrange pelo menos dois anos. Foi no “oitavo mês, no segundo ano de Dario” (outubro/novembro de 520 a.C.), que a construção do templo foi reiniciada e Zacarias começou a profetizar (1.1). O livro também faz menção do “quarto dia do nono mês, ou seja, em quisleu”, no “quarto ano de Dario” (por volta de 1° de dezembro de 518 a.C.) (7.1). Assim, a profecia de Zacarias seria, sem dúvida, proferida e também registrada durante os anos 520-518 a.C. (Ed 4.24). Há também a possibilidade de que esse ministério tenha sido um pouco mais longo, talvez até a dedicação do templo, ou mesmo depois.
3. Estrutura e mensagem. O livro de Zacarias chama a atenção pelo seu alto teor escatológico. Ele transcende os limites da situação do momento, dos problemas de sua época, para falar da restauração final, permanente. Em seu ofício ele trata de “temas referentes ao início de uma era escotológica final e à organização da comunidade escatológica”. O livro divide-se em duas partes principais. (1) A primeira parte (1—8) começa com uma exortação aos judeus para que voltem ao Senhor, para que também o Senhor se volte a eles (1.1-6). Enquanto encorajava o povo a terminar a reedificação do templo, o profeta Zacarias recebeu uma série de oito visões (1.7—6.8), garantindo à comunidade judaica em Judá e Jerusalém, que DEUS cuida de seu povo, governando-lhe o destino. As cinco primeiras visões transmitiam esperança e consolação; as últimas três envolviam juízo. A quarta visão contém uma importante profecia messiânica (3.8,9). A cena da coroação em 6.9-15 é uma profecia messiânica clássica do AT. Duas mensagens (7;8) fornecem perspectivas presentes e futuras aos leitores originais do livro. (2) A segunda parte (9—14) contém dois blocos de profecias apocalípticas. Cada um deles é introduzido pela expressão: “Peso da palavra do Senhor” (9.1;12.1). O primeiro “peso” (9.1—11.17) inclui promessa de salvação messiânica para Israel, e revela que o Pastor-Messias, que levaria a efeito tal salvação, seria primeiramente rejeitado e ferido (11.4-17; cf. 13.7). O “peso” (12.1—14.21) focaliza a restauração e conversão de Israel. DEUS prediz que Israel pranteará por causa do próprio DEUS “a quem traspassaram” (12.10). Naquele dia, uma fonte será aberta à casa de Davi para a purificação do pecado (13.1); então Israel dirá: “O Senhor é meu DEUS” (13.9). E o Messias reinará como Rei sobre Jerusalém (cap. 14). Seis aspectos básicos caracterizam o livro de Zacarias. (1) É o mais messiânico dos livros do AT, em virtude de suas muitas referências ao Messias, que ocorrem em seus catorze capítulos. Somente Isaías, com seus sessenta e seis capítulos, contém mais profecias a respeito do Messias do que Zacarias. (2) Entre os profetas menores, possui ele as profecias mais específicas e compreensíveis a respeito dos eventos que marcarão o final dos tempos. (3) Representa a harmonização mais bem sucedida entre os ofícios sacerdotal e profético em toda a história de Israel. (4) Mais do que qualquer outro livro do AT, suas visões e linguagem altamente simbólicas assemelham-se aos livros apocalípticos de Daniel e Apocalipse. (5) Revela um exemplo notável de ironia divina ao prever a traição do Messias por trinta moedas de prata, tratando-as como “esse belo preço em que fui avaliado por eles” (11.13). (6) A profecia de Zacarias a respeito do Messias no capítulo 14, como o grande Rei-guerreiro reinando sobre Jerusalém, é uma das que mais inspiram reverente temor em todo o AT[d]. O Livro de Zacarias ante o NT Há uma aplicação profunda de Zacarias no NT. A harmonização da vida pessoal de Zacarias, entre os aspectos sacerdotal e profético pode ter contribuído para o ensino do NT de que Cristo é tanto sacerdote quanto profeta. Além disso, Zacarias profetizou a respeito da morte expiatória de Cristo pelas mãos dos judeus, que, no fim dos tempos, levá-los-á a prantearem-no, arrependerem-se e serem salvos (12.10—13.9; Rm 11.25-27). Mas a contribuição mais importante de Zacarias diz respeito a suas numerosas profecias concernentes a Cristo. Os escritores do NT citam-nas, declarando que foram cumpridas em Jesus Cristo. Entre elas estão:
(1) Ele virá de modo humilde e modesto (9.9; 13.7; Mt 21.5; 26.31, 56);
(2) Ele restaurará Israel pelo sangue do seu concerto (9.11; Mc 14.24);
(3) será Pastor das ovelhas de Deus que ficaram dispersas e desgarradas (10.2; Mt 9.36);
(4) será traído e rejeitado (11.12,13; Mt 26.15; 27.9,10);
(5) será traspassado e abatido (12.10; 13.7; Mt 24.30; 26.31, 56);
(6) voltará em glória para livrar Israel de seus inimigos (14.1-6; Mt 25.31; Ap 19.15);
(7) reinará como Rei em paz e retidão (9.9,10; 14.9,16; Rm 14.17; Ap 11.15); e
(8) estabelecerá seu reino glorioso para sempre sobre todas as nações (14.6-19; Ap 11.15; 21.24-26; 22.1-5).
SINOPSE DO TÓPICO (I)
Os oráculos do livro de Zacarias são apocalípticos. O assunto central é o surgimento do Messias de Israel.
II. PROMESSA DE RESTAURAÇÃO
1. Sião. A chave para a plena restauração de Israel é a volta de DEUS a Sião. Pois indica a ocasião em que CRISTO voltará, em glória, para implantar o seu reino sobre as nações. Nesta ocasião, a presença divina fará de Jerusalém a cidade da verdade e da fidelidade. E o monte do Senhor será santo, i.e., separado à sua adoração. Este capítulo cita dez bênçãos que hão de acompanhar o reino de DEUS na terra. Cada descrição começa com a expressão: “Assim diz o Senhor”. Tzion (ציון “cume”, em árabe صهيونṢuhyūn) originalmente era o nome dado especificamente à fortaleza jebusita próxima da atual Jerusalém, que foi conquistada por Davi. A fortaleza original ficava na colina a sudeste de Jerusalém, chamada de monte Tzion, aportuguesado para Sião. Sião é um termo arcaico que se refere originalmente à secção de Jerusalém que pela definição bíblica é a cidade de David. Após a morte do rei David, o termo Sião passou a se referir ao monte em Jerusalém, o Monte Sião, onde se encontrava o Templo de Salomão. Mais tarde, Sião passou a se referir ao próprio templo e aos terrenos do templo. Depois disso, Sião foi usado para simbolizar Jerusalém e a terra prometida. Sião seria uma adequação geofônica, do idioma hebraico para o Português, referente ao nome de um acidente geográfico mencionado na Bíblia que ficava no centro de Jerusalém [e].
2. O zelo do Senhor (8.2). Quando usada a respeito de Deus, essa palavra descreve a sua paixão pelo seu santo nome, um zelo que exige a devoção exclusiva de seu povo. Ela é usada quando essa reivindicação é ameaçada por outras deidades (DT 6.15; Js 24.19) O amor de Deus estava por trás da escolha de Jerusalém e da nação de Israel como sua possessão particular. Este amor, no entanto, não era para ser desfrutado somente pelos israelitas; teria de alcançar todas as nações. Deus quer abençoar todas as famílias da terra através de Abraão e seus descendentes (ver Gn 12.3). Deus empregara nações pagãs para executar seus juízos contra Jerusalém (Is 10.5,6; Hc 1.6). Tais nações, porém, na sua cobiça por riquezas e poder, tinham ido longe demais. Mas, agora, seriam julgadas por Deus em consequência de sua orgulhosa autossuficiência.
3. Restauração de Jerusalém. O livro de Zacarias trata da restauração espiritual do povo de Israel e da sua cidade capital, Jerusalém – não só no tempo de Zacarias, mas, mais especìficamente no tempo do fim, depois da vinda do Messias. Descreve também os julgamentos de Deus sobre os Seus inimigos, e torna-se claro que eles são também os inimigos de Israel. “No oitavo mês do segundo ano de Dario, a palavra do SENHOR falou a Zacarias…” (1.1). Este verso revela a ocasião, a fonte divina e o agente humano que agiu no chamamento inicial ao arrependimento. O dia específico do oitavo mês, que começou em 27 de Outubro de 520 a.C., é significativo, pois o profeta judaico datou a sua profecia de acordo com o reino de um monarca gentio. Isto constituiu lembrança a todos os ouvintes de Zacarias, que o tempo dos gentios estava em curso, e que nenhum descendente de David estava no trono em Jerusalém. Ainda mais, Zacarias, ao escutar a palavra de Deus, foi apenas a pessoa que pronunciou esta profecia e não a sua fonte (2Pd 1.21). Como profeta, ele era simplesmente um servo e um enviado, chamado e ungido para levar ao povo a palavra de Deus.
SINOPSE DO TÓPICO (II)
A restauração de Jerusalém é uma promessa futura, pois quando ela tornar-se uma “cidade de verdade […] monte de santidade”, a promessa será cumprida.
III. O REINO MESSIÂNICO
1. A pergunta pela paz. Depois da volta de Cristo e da destruição do anticristo e dos seus exércitos (cf. Ap 19), os sobreviventes das nações virão anualmente a Jerusalém por ocasião da Festa dos Tabernáculos a fim de adorar o Rei Messias, o Senhor Jesus. Os sobreviventes serão provavelmente, em sua maioria, civis que permanecerão na sua pátria e aceitarão a Cristo como Senhor.
2. A paz universal. “Virão muitos povos… buscar… o Senhor” (8.22). Haverá alegria incomparável quando os gentios reunirem-se aos judeus na busca ao Senhor em Jerusalém, pois Ele estará ali (ver Ez 48.35). Retrata-se, neste ponto, o cumprimento final da promessa concernente à aliança com Abraão, no sentido de que os gentios -seriam trazidos ao Senhor (Gn 12.3; Gl 3.8,26-29).
3. A orla da veste de um judeu (8.23). Em Mateus 9.20-22 encontramos uma história curiosa de uma mulher com fluxo de sangue que recebeu uma cura, tocando simplesmente às roupas de Jesus. “Certa mulher, que há doze anos padecia de um fluxo de sangue, chegou por detrás dele e tocou a orla do seu manto. Ela dizia consigo: “Se eu tão somente tocar o seu manto, ficarei sã”. Jesus, voltando-se e vendo-a, disse: Tem bom ânimo filha, a tua fé te salvou”. E desde aquele momento a mulher ficou sã”. Em Marcos temos a continuação dessa história… “Jesus, conhecendo que de si mesmo saíra poder voltou-se na multidão, e perguntou: “Quem tocou nas minhas vestes?” Respondeu-lhes os discípulos: “Vês que a multidão te aperta e dizes: Quem me tocou? (Mc 5.30-31). Numa outra passagem, Jesus chega à cidade de Genesaré à beira do Mar da Galiléia. Os homens da cidade o reconheceram e: “Correndo toda a terra em redor começaram a trazer os enfermos em leitos ao lugar onde ouviam que Ele estava. Onde quer que Ele entrava, em cidades, aldeias ou campos, colocavam os enfermos nas praças. Rogavam-lhe que ao menos os deixasse tocar na orla da sua veste, e todos os que a tocavam saravam-se” (Mc 6.53-56). Qual é a significância da orla das vestes de Jesus? Na primeira leitura parece uma prática fora do comum. Porém, assim que entendemos a significância da “orla” das vestes de alguém, estas passagens têm muito mais sentido. Quando traduzimos a palavra “orla” aprendemos que se refere as FRANJAS (chamado Tzitziot em hebraico), que ficam obrigatoriamente nos quatro cantos das vestes de todo homem judeu, de acordo com as instruções de Deus: “Disse o Senhor a Moisés: “Fala aos filhos de Israel e dize-lhes que, por todas as suas gerações, façam franjas nas bordas das vestes, e ponham nas bordas das vestes um cordão azul. Tereis essas franjas para que, vendo-as, vos lembreis de todos os mandamentos do Senhor, para os cumprirdes, e não correrdes após o vosso coração, nem após os vossos olhos, após os quais andais adulterando. Então vos lembrareis de cumprir todos os meus mandamentos, e sereis consagrados ao vosso Deus. Eu sou o Senhor vosso Deus…” (Nm 15.37-41a). Estas franjas serviam para trazer à memória a todo homem judeu da sua responsabilidade de cumprir os mandamentos de Deus. Porque elas estavam penduradas nas quatro bordas de suas vestes, em plena vista de todos, inclusive de si mesmo, seriam uma lembrança constante. Até hoje, podemos ver estas franjas penduradas no lado de fora, sobre os cintos dos homens judeus religiosos. Eles vestem uma camiseta com quatro cantos e puxam as franjas para o lado de fora. Estas franjas também estão amarradas em 613 nós para que se lembrassem constantemente das 613 leis de Moisés, das quais 248 são proibições e 365 são afirmações[f].
SINOPSE DO TÓPICO (III)
O Reino Messiânico é o período onde todo o mundo desfrutará da verdadeira paz do Messias de Israel.
CONCLUSÃO
O livro de Zacarias chama a atenção pelo seu alto teor escatológico. Ele transcende os limites da situação do momento, dos problemas de sua época, para falar da restauração final, permanente. Em seu ofício ele trata de temas referentes ao início de uma era escotológica final e à organização da comunidade escatológica. Deus deseja adoração sincera e vida moral de nós hoje. O exemplo de Zacarias de romper com preconceitos nacionais nos lembra que devemos alcançar todas as áreas da nossa sociedade. Devemos estender o convite de Deus de salvação às pessoas de todas as origens nacionais, línguas, raças e culturas. Elas precisam saber que a salvação está disponível apenas através do sangue derramado de Jesus Cristo na cruz, o qual morreu em nosso lugar para expiar o pecado. Entretanto, se rejeitarmos esse sacrifício, não há um outro sacrifício pelo qual possamos ser reconciliados com Deus. Não há outro nome debaixo do céu pelo qual importa que sejamos salvos (At 4.12). Não há tempo a perder, hoje é o dia da salvação (2Co 6.2).
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