Subsidio Doutrinario Para Escola Biblica Dominical Pela Cpad


4º trimestre de 2012:

LIÇÃO 10

introdução
O Livro de Sofonias é mais um dos livros escatológicos do Velho Testamento. Nele constam mensagens do Julgamento Divino contra Judá e Jerusalém, bem como outras nações. Há também um prenúncio de restabelecimento para Jerusalém. Sofonias profetizou durante o reinado de Josias, rei de Judá (640-609 a.C). A nação achava-se envolvida com a violência e a idolatria. Havia indiferença e zombaria para com o Senhor Deus. A mensagem de Sofonias foi entregue provavelmente antes do movimento da reforma promovida por Josias. Talvez haja funcionado como a força motivadora que levou o rei a conclamar o povo a renovar a obediência a Deus e à sua Lei. O tema central da mensagem de Sofonias é o julgamento. O cumprimento imediato aconteceu quando Nabucodonosor, rei de Babilônia, capturou Judá. O cumprimento definitivo ocorrerá no Dia do Senhor, durante os anos da tribulação. Foi contemporâneo de Jeremias e da profetisa Hulda. Tenham todos uma excelente e abençoada aula!
1. O LIVRO DE SOFONIAS
1. Contexto histórico. Sofonias profetizou durante o reinado de Josias (639-609 a.C.), o último governante piedoso de Judá (1.1). Sua referência a Jerusalém como “este lugar” (1.4), bem como a descrição minuciosa de sua topografia e de seus pecados, indicam que residia na cidade. Como parente do rei Josias, tinha imediato acesso ao palácio real. Conforme era de se esperar, suas profecias focalizavam a palavra do Senhor endereçada a Judá e às nações. Os pecados dos quais Sofonias acusava Jerusalém e Judá (1.4-13; 3.1-7) indicam que ele profetizou antes do reavivamento e reformas promovidas por Josias. Período este marcado pela iniquidade dos reis que antecederam a Josias (Manassés e Amom). Foi somente no décimo segundo ano do reinado de Josias (i.e., 627 a.C.) que o rei empreendeu a purificação do povo com o banimento da idolatria e a restauração do verdadeiro culto ao Senhor. Oito anos mais tarde, ordenaria o conserto e a purificação do templo. Nesta ocasião, foi descoberta uma cópia da Lei do Senhor (cf. 2 Rs 22.1-10). A descrição que Sofonias faz das lamentáveis condições espirituais e morais de Judá deve ter sido escrita por volta de 630 a.C. É provável que a pregação de Sofonias tenha tido influência direta sobre o rei, inspirando-o em suas reformas. O ano de 630 a.C. é também indicado devido a ausência de referências, no livro de Sofonias, à Babilônia, sendo esta uma potência reconhecida no cenário internacional. Babilônia só começou a galgar uma posição de destaque com a ascendência de Nabopolassar em 625 a.C. Mesmo assim, Sofonias profetizou a destruição da grande Assíria, evento este ocorrido em 612 a.C., com a queda de Nínive. Jeremias era um contemporâneo mais jovem de Sofonias.
2. Genealogia. A linhagem de Sofonias, cujo nome significa “o Senhor esconde”, remonta à quarta geração, o que é bastante singular na literatura profética. Isso pode significar que o Ezequias mencionado na quarta geração seja o bem conhecido rei de Judá. Caso este tenha sido o rei Ezequias, Sofonias foi um profeta de sangue real. o seu ministério ocorreu no tempo do rei Josias em 640 a.C. – 609 a.C. tendo profetizado, provavelmente antes da reforma desse rei em 621 a.C.
3. Estrutura e mensagem. Na sua maior parte, o livro é uma advertência sóbria a respeito do dia do castigo divino contra o pecado. Embora percebesse um castigo vindouro em escala mundial, (1.2; 3.8), Sofonias focalizava especialmente o julgamento que viria contra Judá (1.4-18; 3.1-7). Ele faz um apelo à nação para que se arrependa e busque o Senhor em humildade antes que o decreto entre em vigor (2.1-3). O arrependimento nacional ocorreu parcialmente durante o reavivamento de Josias (627—609 a.C.). Sofonias também profetizou o juízo vindouro contra cinco nações estrangeiras: Filístia, Amom, Moabe, Etiópia e Assíria (2.4-15). Depois de dirigir sua atenção aos pecados de Jerusalém (3.1-7), o profeta prediz um tempo em que Deus reuniria, redimiria e restauraria o seu povo. Os fiéis gritariam de alegria como verdadeiros adoradores do Senhor Deus, que estaria no meio deles como um guerreiro vitorioso (3.9-20).
SINOPSE DO TÓPICO (I)
O livro de Sofonias apresenta juízo divino contra as nações e Judá; o julgamento global; o castigo de Jerusalém e a restauração do remanescente fiel.
II. O JUÍZO VINDOURO
1. Toda a face da terra será consumida (v.2). Sofonias começa, anunciando o juízo divino que virá sobre o mundo todo. Pois a raça humana, de maneira genérica, recusar-se-á a buscar o Senhor. DEUS mesmo determinou um dia em que destruirá todos os ímpios, bem como o próprio mundo. Será um tempo de aflição, angústia, perturbação e ruína (v. 15). O objetivo de Sofonias foi advertir Judá e Jerusalém quanto ao juízo divino iminente e ameaçador. O juízo divino é aqui chamado de “o grande dia do Senhor” (1.14). A aplicação imediata da palavra profética era que a apóstata Judá receberia a justa retribuição por sua iniquidade, o mesmo acontecendo com as nações pagãs em derredor, alistadas nominalmente pelo profeta. O alcance imediato da profecia aplica-se à igreja e ao mundo na conclusão da história. Sofonias escreveu, também, para encorajar os fiéis com a mensagem de que Deus um dia haveria de restaurar o seu povo. Judá, então, cantaria louvores ao Deus justo que habita no meio do seu povo.
2. A linguagem de Sofonias. Hipérbole ou auxese é a figura de linguagem que ocorre quando há exagero intencional numa ideia expressa, de modo a acentuar de forma dramática aquilo que se quer dizer, transmitindo uma imagem ampliada do real.
3. Descrição detalhada. Comentaristas concordam que o tempo de julgamento que Sofonias descreve era de invasões Assírio-babilônicas, quando Deus varreu a terra com uma “vassoura destruidora,” limpando o mundo da iniquidade e do pecado. O profeta Isaías, que escreveu antes de Sofonias, deu aviso idêntico da ira iminente de Deus sobre o mundo. As nações e cidades que Isaías mencionou pelo nome incluem Moabe (Is. 15, 16), Síria e Damasco (Is. 17), Etiópia (Is. 18), Egito (Is. 19, 20), Seir e Dumah (Is. 21), Arábia (Is. 21), Judá e Jerusalém (Is. 22), e Tiro (Is. 23). Em uma linguagem similar a Sofonias, Isaías descreve o tempo do julgamento como esvaziamento a terra: Eis que YHWH vai assolar a terra e devastá-la, porá em confusão a sua superfície e dispersará os seus habitantes. (Is 24.1).
SINOPSE DO TÓPICO (II)
6A proclamação do juízo vindouro é o anúncio da tragédia global descrita em Sofonias 3.6-8.
III. OBJETIVO DO LIVRO
1. Sincretismo dos sacerdotes. Os quemarins: hebraico chemarim: ministrantes dos ídolos, estão em vista os “sacerdotes vestidos de negro” que serviam a diferentes deuses.
2. Sincretismo do povo. Sabeísmo era a religião dos antigos sabeus, do Reino de Sabá, no atual Iêmen. Pouco se sabe hoje sobre sua organização, e embora admitisse uma multiplicidade de deuses menores, parecia estar centralizada em torno de uma divindade solar suprema denominada Almaqah (ou Ilmuqah), conforme indicado pelo Alcorão. A religião sabéia era preponderantemente, como outras de natureza semita, um culto à natureza. Isto é corroborado pelo Alcorão, que na sura 27,24 afirma que os sabeus veneravam o sol. São dados escassos detalhes do culto, exceto que envolvia dádivas e sacrifícios, bem como uma “auto-apresentação”, um rito de significado duvidoso mas que, obviamente, podia ser realizado mais de uma vez. Pureza ritual e abstinência também parecem ter sido parte do sabeísmo, assim como a peregrinação religiosa a um ou vários santuários, preservada no nome do mês árabe, Dhu’l-Hijja (o décimo segundo mês)[c]. A idolatria confunde a adoração ao Deus vivo e verdadeiro com adoração aos ídolos. Deus não aceita tal adoração e quando isso ocorre, mostra o seu desagrado (v.4) anunciando, no caso, uma notável vingança sobre Judá, que se sentia tão segura por ter escapado do cativeiro que subjugou as dez tribos e também os habitantes de Jerusalém, onde estava localizado o centro do mal.
3. O modismo do povo e a violência dos príncipes. Todos os habitantes de Jerusalém envolvidos na idolatria estavam sob o juízo divino, principalmente aqueles que trabalhavam para o rei, e dele esperavam o reconhecimento para aumentar o seu prestígio e melhorar os seus rendimentos. Com essas finalidades, lançavam-se com toda fúria sobre suas vítimas, saltavam de regozijo sobre o umbral das portas por eles forçadas (v.11): “Uivai, vós, moradores de Mactés…” Mactés era uma parte da cidade também chamada de vale, onde estavam localizados armazéns e lojas de negócios que atraíam a cobiça dos conquistadores. Deus é justo ao aplicar o seu juízo e não usa de parcialidade ao derramar a sua ira.
SINOPSE DO TÓPICO (III)
O objetivo do livro de Sofonias é anunciar o juízo de Deus sobre as nações e as mazelas sociais e religiosas praticadas pela humanidade.
IV. “O DIA DO SENHOR”
1. Significado bíblico. A mensagem da profetisa Hulda para Jerusalém e o rei Josias, de Judá, é ratificada pelo profeta Sofonias, porém Deus que conhece os que lhe são fiéis e antecipadamente viu o rei humilhar-se e rasgar os seus vestidos e chorar diante das palavras vindas de sua parte pela profetisa, consolou o rei, prometendo que o mesmo seria recolhido ao descanso eterno em paz sem contemplar sua ira sendo derramada sobre os seus súditos (2 Cr 34:20-28). Assim, após a morte do bom rei Josias, imediatamente desencadeou-se o juízo de Deus tal qual anunciado através dos seus ungidos, a profetisa Hulda e o profeta Sofonias, chegando como se fosse uma grande tempestade que não permite que ninguém consiga livrar-se dos seus trágicos resultados. Dessa forma, o profeta descreve esse dia como dia de indignação, dia de angústia, dia de alvoroço e desolação, dia de trevas e de escuridão, dia de nuvens e de densas trevas, dia de trombeta dando o alarme, cidades bem fortificadas invadidas e angústia sobre os homens, que irá fazê-los andar em grande desespero, ao ponto de serem levados à loucura. Como cegos andarão às apalpadelas em busca de ajuda, mas todo esforço é inútil, pois o pecado e a apostasia provocaram a ira do Senhor. Esse mesmo quadro desolador vai acontecer diante do juízo final, quando haverá “choro e ranger de dentes” (Mt 8:12; 25:30)[d].
2. O sacrifício e seus convidados. Esta profecia aplica-se, em primeiro lugar, à destruição de Judá pelos babilônios em 605 a.C. E, em segundo lugar, ao juízo divino a ser aplicado em escala mundial contra todas as nações no fim dos tempos (cf. Is 2.12; 13.6,9; Jr 46.10; Ez 13.5; 2.1; ver Jl 1.15; Am 5.18). O último dia da ira ainda está por vir (Rm 2.5), e acha-se associado à segunda vinda de CRISTO (Mt 24.29-33; ver 1 Ts 5.2).
SINOPSE DO TÓPICO (IV)
A expressão o “Dia do Senhor” indica o período para o acerto de contas entre Deus e todos os moradores da terra. Esse período é chamado também de Grande Tribulação.
CONCLUSÃO
Muitos não entendem por que Deus castigará algumas pessoas eternamente se Ele é essencialmente bom. Deus como o justo juiz é a assertiva em todas as Escrituras. No Antigo Testamento Ele pronunciou juízos contra Israel e outras nações. Em o Novo Testamento o Altíssimo julgou Ananias e Safira (At 5.1-11). E no fim dessa era o Eterno, através de seu Filho, julgará todos os homens da terra, de acordo com as obras de cada um. Esses fatos demonstram um Deus que ama o bem e odeia o mal. Isso mesmo! A justiça de Deus é uma resposta retumbante contra o mal criado pelo Diabo e praticado pelos homens. O Dia do Senhor vem!
Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Nuvem de etiquetas

%d bloggers like this: