Subsidio Doutrinario Para Escola Biblica Dominical Pela Cpad


4º trimestre de 2012:

Lição 13

introdução
Finalmente irmãos, com a graça do Senhor, chegamos à última lição do quarto trimestre de 2012. Pela misericórdia do Senhor estivemos juntos durante estas 54 semanas, estudando A verdadeira prosperidade — A vida cristã abundante; cujo Comentarista foi o Pr José Gonçalves, depois As Sete Cartas do Apocalipse — A mensagem final de Cristo à Igreja, cujo Comentarista foi o Pr Claudionor de Andrade; no terceiro trimestre nós estudamos com o Pr Eliezer de Lira e Silva, o tema Vencendo as aflições da vida — Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas; e por fim, Os Doze Profetas Menores — Advertências e consolações para a santificação da Igreja de Cristo, comentadas pelo ilustre Pr Ezequias Soares. Especialmente neste último trimestre, tivemos a oportunidade de sermos confrontados com as mensagens dos profetas menores. Temas relevantes para o tempo que estamos vivendo. Hoje, veremos que a mensagem de Malaquias, um livro profético que faz descrições que mostram a necessidade de reformas antes da vinda do Messias. Por ser um livro curto e de acordo com a catalogação, Malaquias é o último dos profetas menores, tendo sido escrito por volta do ano 430 a.C., sendo que o seu nome não é citado em mais nenhum livro da Bíblia. O profeta Malaquias foi contemporâneo de Esdras e Neemias, no período após o exílio do povo judeu na Babilônia em que os muros de Jerusalém tinham sido já reconstruídos em 445 a.C., sendo necessário conduzir os israelitas da apatia religiosa aos princípios da lei mosaica. Os temas tratados na obra seriam o amor de Deus, o pecado dos sacerdotes, o pecado do povo e a vinda do Senhor. Nas últimas linhas deste livro do Antigo Testamento bíblico, vemos uma exortação de Deus às famílias: “converter o coração dos pais aos filhos e dos filhos aos seus pais“. No término do livro de Malaquias convida-se ao arrependimento da família como alicerce da sociedade. Outro tema tratado no livro de Malaquias refere-se às ofertas e aos dízimos, nos versos de 7 a 12 do capítulo 3, passagem esta que é muito utilizada com o objetivo de se justificar com amparo bíblico a contribuição da décima parte das rendas dos fiéis de uma organização religiosa. Embora o dízimo tenha sido reconhecido desde a época de Moisés, nos dias de Malaquias os sacerdotes do templo recolhiam as ofertas e não repassavam para os levitas, para que eles pudessem utilizá-las para cuidar dos próprios levitas, dos órfãos, das viúvas e viajantes. E isso fez com que o profeta Malaquias iniciasse uma advertência a todos sobre o roubo do dízimo: “Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós, a nação toda.” (Ml 3.9). A tarefa dos pregadores não é outra senão a de transmitir a justa vontade de Deus aos homens. Através de Malaquias, Deus estava exigindo de Israel sinceridade e santidade, por ser a nação que Ele separou entre todas para que as bênçãos prometidas fossem derramadas sobre o seu povo. Tenham todos uma proveitosa e abençoada aula!
I. O LIVRO DE MALAQUIAS
1. Contexto histórico. O livro não menciona diretamente o reinado em que Malaquias exerceu seu ministério. Também não informa o nome do seu pai, nem o seu local de nascimento. Isso é observável também nos livros de Obadias e Habacuque. Não obstante, há evidências internas que permitem identificar o contexto político, religioso e social do livro em apreço. Ninguém sabe ao certo quem foi Malaquias. Seu nome significa “meu mensageiro” ou “mensageiro do Senhor”. É interessante notar que a palavra “mensageiro” ocorre três vezes no livro (ver 2.7 e 3.1). No entanto, esta dificuldade em identificar quem era Malaquias nos lembra de uma das primeiras regras do serviço de Cristo. Pregadores e comunicadores cristãos não são destinados a atrair a atenção para si, mas para o seu Salvador e seu evangelho. Não é o homem que importa, mas a sua mensagem (2Co 4.5).[7] Ao permanecer anônimo, as pessoas não pensam sobre o profeta, mas sobre o que Deus tem a dizer. Malaquias 1.1 identifica o autor do Livro de Malaquias como sendo o profeta Malaquias, escrito entre 440 e 400 aC. Embora não tenhamos mais informações no restante do Antigo Testamento a respeito do profeta, sua personalidade fica bem patente neste livro. Era um judeu da época pós-exílica, contemporâneo de Neemias, Esdras, Ageu e Zacarias. Talvez tenha sido um profeta sacerdotal. Suas firmes convicções a favor da fidelidade ao concerto (2.4,5,8,10), e contra a adoração hipócrita e mecânica (1.7-2.9), a idolatria (2.10-12), o divórcio (2.13-16) e o roubo de dízimos e ofertas (3.8-10), revelam um homem de rigorosa integridade e de intensa devoção a Deus. O ambiente espiritual e a negligência contra as quais Malaquias clamava, assemelhavam-se à situação que Neemias encontrara em Judá depois de ter voltado da Pérsia (cerca 433 – 425 a.C.), para servir como governador em Jerusalém pela segunda vez (Ne 13.4-30); A maioria dos eruditos afirmam ser razoável acreditar que Malaquias haja proclamado sua mensagem entre 430—420 a.C.
a) O governador de Judá. (Heb. pehah; “sátrapa”, o atual “paxá”) este título hebraico é dado geralmente aos governadores das províncias. Foi dado a Neemias (Ne 5.14) e a Zorobabel (Ag 1.1). É, às vezes, traduzido por “capitão” (1Rs 20.24; Dn 3.2, 3), outras por “maiorais das províncias” (Et 8.9; 9.3). O título persa Tirshata, significa “Excelência” e é usado por Zorobabel (Ed 2.63; Ne 7.65,70) e Neemias (Ne 8.9; 10.2); ele não diz nada sobre a função de quem os usa. Pehah, possui de igual modo, vários significados: refere-se ao sátrapa, ao governador da província, ao comissário do governo.
b) A indiferença religiosa. As principais denúncias de Malaquias são contra a lassidão e o afrouxamento moral dos levitas (1.6); o divórcio e o casamento com mulheres estrangeiras (2.10-16); e o descuido com os dízimos (3.7-12). Tudo isso aponta para o período em que Neemias ausentou-se de Jerusalém (Ne 13.4-13,23-28). O primeiro período de seu governo deu-se entre os anos 20 e 32 do rei Artaxerxes (Ne 5.14) e equivale a 445-433 a.C. “Ofereceis sobre meu altar pão imundo”; e, pior que isso, nem percebendo que estavam falhando, indagam: “Em que desprezamos nós o teu nome? (1.6); Em que te havemos profanados? (1.7). Será que nós não temos sido igualmente negligentes com o culto, com a Escola Bíblica Dominical, e com a obra missionária? Malaquias pregou contra muitos dos mesmos pecados que Neemias: Corrupção do sacerdócio (Ml 1.6-2.9; Ne 13.7-9); casamento com mulheres pagãs (Ml 2.10-12; Ne 13.23-28); injustiças sociais (Ml 3.5; Ne 5.1-13); e a negligência quanto aos dízimos (Ml 3.8-10; Ne 13.10-14). Mas o tema geral, que abre o livro, é a indiferença do povo diante do grande amor de Deus por eles.
2. Vida pessoal de Malaquias. A expressão “pelo ministério de Malaquias” (1.1) é tudo o que sabemos sobre sua vida pessoal. A forma hebraica do seu nome é mal’achi, que significa “meu mensageiro”.
3. Estrutura e mensagem. A profecia começa com a palavra hebraica massa — “peso, sentença pesada, oráculo, pronunciamento, profecia” (1.1; Hc 1.1; Zc 9.1; 12.1). O discurso é um sermão contínuo com perguntas retóricas que formam uma só unidade literária. São três os seus capítulos na Bíblia Hebraica, pois seis versículos do capítulo quatro foram deslocados para o final do capítulo três. O assunto do livro é a denúncia contra a formalidade religiosa: prática generalizada com os fariseus e escribas na época do ministério terreno de Jesus (Mt 23.2-7). A tradução grega, a Septuaginta, e a maioria dos comentaristas modernos sugerem que o livro foi escrito por um autor anônimo. Sob a alegação de que o nome de Malaquias significa “meu mensageiro” poderia ser, então, um título, e não um nome próprio. Para apoiar seu ponto de vista, estes comentaristas apontam, entre outras coisas: (1) A ausência de nome do pai de Malaquias, (2) A ausência do lugar de nascimento de Malaquias, e (3) O fato de que Zacarias 9.1 e 12.1; e Malaquias 1.1 (as três últimas “sentenças” nos profetas menores) compartilham o mesmo título, destacando-as, presumivelmente, como adições anônimas à coleção dos doze profetas menores. A mensagem de Malaquias repreendia os judeus negligentes e indiferentes para com Deus e o serviço na Igreja, o templo. Mas Deus também contempla os que verdadeiramente o amam e o adoram com sinceridade (Ml 3.18; 4.1), para estes a mensagem de Malaquias era de conforto e promessas (Ml 4.2,3). Malaquias conclama todo o povo que se acheguem a Deus, se arrependam de seus pecados e O adorem com corações puros (Ml 2.5-7) e sinceros. Os que assim adoram a Deus com certeza serão muito felizes, pois ELE sempre quer o nosso bem, todas as suas ordenanças são para vivermos melhor, por isso devemos guardar seus ensinamentos obedecendo-os.
SINOPSE DO TÓPICO (I)
O tema do livro de Malaquias é a denúncia contra a formalidade religiosa, a prática da corrupção generalizada entre os fariseus e escribas e o despertamento da nação de Judá.
II. O JUGO DESIGUAL
1. A paternidade de Deus (2.10). A ideia de que Deus é o Pai de todos os seres humanos é biblicamente válida. Em êxodo 4.22,23, O Senhor reivindica Israel como seu filho primogênito, seu amado, um título que, em última análise, se cumpriu na pessoa de Jesus Cristo (Mc 1.11). Essa reivindicação por Deus é a razão dele libertar seu povo e fazer com ele aliança selada no Sinai (“para que me sirva” v. 23). Essa reivindicação resultou na ameaça de Deus contra o primogênito de Faraó. “O termo Pai é um dos termos mais comumente usados em nossas orações, e corretamente, visto que foi assim que Jesus nos ensinou a orar. Mas, assim como o termo é comum para nós, ele era muito incomum para o povo nos dias de Cristo. Naquela época, a maioria das pessoas que adorava os falsos deuses, pensava neles como seres distantes, caprichosos e imorais, que deviam ser temidos. Até mesmo o povo judeu, que deveria entender a paternidade de Deus, tinha se removido de Seu cuidado Paternal através do pecado e apostasia deles. Consequentemente, Ele parecia distante deles. Mesmo alguns que reivindicavam Deus como Pai deles, foram censurados por Cristo, que lhes chamou de filhos do diabo, pois rejeitaram o Filho (Jo 8.44). Contra este cenário, o ensino de Cristo foi revolucionário. Ele proclamou Deus como um Pai cuidadoso e gracioso, que deseja íntima comunhão com os Seus filhos. Esta comunhão pode vir somente através da fé no Filho[c].
2. A deslealdade. O termo “desleal” (Falta de lealdade; Traição; perfídia) aparece cinco vezes nessa seção (2.10,11,14-16). Trata-se do verbo hebraico bagad, (Strong 898: agiu dolosamente (1), agiu traiçoeiramente (2), traído (1), trai (1), negócio (1), procedem aleivosamente (10), tratam muito perfidamente (1), trata traiçoeiramente (1), aleivosamente (8 ), tratam muito perfidamente (1), sem fé (2), traiçoeira (15), um traiçoeiro ainda trata traiçoeiramente (1), negócio traiçoeiro (1), traiçoeiramente (1), injustiça (1).) que significa “lidar enganosamente, traiçoeiramente, infiel, ofender, transgressor, partem, Uma raiz primitiva; cobrir (com uma peça de roupa); figurativamente, a agir secretamente;, por implicação, a pilhagem – negócio dolosamente (à traição, infidelidade), ofender, transgredir (ou), (partida), traiçoeiro (revendedor, – ly, homem), infiel (-ly, homem), X muito.” [Strong’s Exhaustive Concordance][d]. Não profanar o concerto dos pais — estabelecido no Sinai (2.10) que proíbe a união matrimonial com cônjuges estrangeiros (Dt 7.1-4) — é uma instrução ratificada em o Novo Testamento (2 Co 6.14-16,18). O profeta retoma essa questão em seguida.
3. O casamento misto (2.11). É a união matrimonial de um homem ou uma mulher com alguém descrente. O profeta chama isso de abominação e profanação. Um dos temas mais preocupantes e menos entendidos da vida judaica é aquele dos casamentos mistos. Devido à falta de informação subjetiva sobre o assunto, este se torna muito complexo sob um ponto de vista emocional. Por um lado, os pais sentem que quando seu filho se casa com alguém não-judeu, ele ou ela está rompendo a cadeia milenar de continuidade judaica e não querem deixar que isso aconteça. Por outro lado, eles se sentem pouco à vontade de se opor abertamente ao casamento misto por causa de suas conotações racistas. Por que desqualificar alguém como potencial parceiro de casamento apenas porque ele ou ela não nasceu de um útero judaico? Esta parece ser uma atitude discriminatória. O motivo para essa proibição é claramente dita no versículo a seguir: “Porque ele afastará teu filho de Mim e eles servirão a deuses estranhos…” (“Deuses estranhos” também pode ser interpretado como significando aqueles ideais e “ismos” que não se adequam aos ditames da Torá, e perante os quais a pessoa inclina a cabeça e dedica seu coração e sua alma.)[e]
a) Abominação. O termo hebraico para “abominação” é to’ebah/to’ebah’, algo nojento (moralmente), isto é, (como substantivo) uma aversão, especialmente idolatria ou (concretamente) um ídolo; abominável (coisa, personalizado), abominação.[Strong H8441] e diz respeito a alguma coisa ou prática repulsiva, detestável e ofensiva. A Bíblia aplica-o à idolatria, ao sacrifício de crianças, às práticas homossexuais, etc. (Dt 7.25; 12.31; Lv 18.22; 20.13). A Escritura afirma existir só o Deus verdadeiro em oposição a todos os deuses criados pela superstição dos homens. A idolatria produz um efeito mortal no homem, degrada os ideais divinos, impressiona com as suas formas e disfarça insidiosamente (falsamente, hipocrisia, diz-se do mal que se inicia e progride sem que se perceba prontamente e cujos sinais só se evidenciam quando a moléstia está bastante adiantada) sua oposição ao reino de Deus.
b) Profanação. Profano é aquele que trata o sagrado como se fosse comum (Lv 10.10; Hb 12.16). Malaquias repreende os israelitas por causa de sua dupla transgressão da Lei de DEUS: divorciavam-se de suas esposas, e casavam-se com mulheres pagãs. Os homens casavam-se com mulheres pagãs, prática esta proibida pela Lei de Moisés (ver Êx 34.15,16; Dt 7.3,4; 1 Rs 11.1-6). O Novo Testamento declara que o crente não pode casar-se com incrédulo, por ser isto jugo desigual (1Co 7.39). O cristão que se casa com alguém que não se dedica ao Senhor, corre o risco de se apartar de Cristo, o mesmo acontecendo com os filhos do casal. Muitos homens eram infiéis às suas esposas, com as quais se haviam casado quando jovens. Agora procuravam divorciar-se delas, para se casarem com outras. O Senhor detesta tal ação, pois é movida pelo egoísmo. Ele declara que, do marido e da mulher, fez um só (v. 15). Em consequência destes pecados e transgressões, Deus lhes virara as costas, recusando-se a atender-lhes as orações (vv. 13,14). Deus odeia o divórcio motivado por propósitos egoístas. Quem pratica tal tipo de divórcio, assemelha-se “aquele que encobre a violência com a sua veste”. O divórcio, aos olhos de Deus, iguala-se à injustiça mais brutal, à crueldade e ao assassinato (ver Mt 19.9).
SINOPSE DO TÓPICO (II)
O jugo desigual ou casamento misto, é a união matrimonial de um homem ou uma mulher com alguém descrente. O profeta chama isso de abominação ou profanação.
III. DEUS ODEIA O DIVÓRCIO
1. O relacionamento conjugal (2.11-13). O casamento é uma relação exclusiva na qual um homem e uma mulher se entregam mutuamente um ao outro numa aliança vitalícia e, com base nesse voto solene, eles se tornam “uma só carne”(Gn 2.24; Ml 2.14; Mt 19.4-6). A Confissão de Westminster (XXIV.2) afirma: “O matrimônio foi ordenado para o mútuo auxílio de marido e mulher, para a propagação da raça humana por sucessão legítima, e da igreja por uma semente santa, e para impedir a impureza”(licença sexual e imoralidade; Gn 1.28; 2.18; 1Co 7.2-9). O ideal de Deus para o casamento é que o homem e a mulher se completem um ao outro (Gn 2.23) e participem da obra criativa de fazer um novo povo [f]. “Judá se casou com adoradora de deus estranho” é uma frase que se refere ao casamento com mulheres ainda comprometidas com um deus estranho, isto é, uma idólatra fora da aliança. Ë digno de nota salientar que, esta proibição também vale para os crentes hoje, a proibição do casamento com descrentes continua no Novo Testamento (1Co 7.39; 2Co 6.14). Quero deixar evidente que não se trata aqui de discriminação qualquer, que nasce de uma atitude pessoal e subjetiva que o judeu tem face a face com o não-judeu ou do crente para com o descrente. Estamos falando sobre uma ordem Divina objetiva, que é acompanhada por uma explicação. Se o seu filho desposar uma mulher não-judia, os filhos nascidos dessa união não serão mais considerados seus filhos. No caso de sua filha casar-se com um não-judeu, inevitavelmente seus netos se desviarão do caminho de Judaísmo, embora ainda sejam considerados judeus.
2. O compromisso do casamento. Muitos respondem que o casamento nada mais é que uma formalidade, uma norma social que dá “status legal” ao casal. Porém dizer que o casamento é simplesmente uma norma social implica que não há valor verdadeiro, intrínseco; que é arbitrário. O que acontece no caso de alguém que não se preocupa com a autoridade humana ou com o estigma social é que então, está tudo bem, se um casal vive junto e tem filhos sem ser casado. Paulo usa o relacionamento entre Cristo com a sua igreja para explicar o que é o casamento cristão, de modo que ressalta a especial responsabilidade do marido, como o cabeça e protetor da esposa, e conclama a esposa para aceitar seu marido nessa condição (Ef 5.21-33). Deus odeia o divórcio (Ml 2.16); contudo, determina disposições para o divórcio, que protegem a mulher divorciada (Dt 24.1-4). Essas disposições foram promulgadas “por causa da dureza do vosso coração” (Mt 19.8). A compreensão mais natuaral do ensino de Jesus (Mt 5.31,32; 19.8,9) é que o adultério – o pecado da infidelidade conjugal – destrói a aliança do casamento e justifica o divórcio (ainda que a reconciliação fosse preferível) e que aquele que se divorcia de sua esposa por qualquer razão menor, torna-se culpado de adultério, quando se casa de novo, e leva a esposa a cometer adultério, se ela também se casar de novo[g].
3. A vontade de Deus. A expressão “uma só carne”usada em Gn 2.24 indica a profunda solidariedade no relacionamento de casados. O compromisso singular e total envolvido implica que Deus pretendia que o casamento fosse monogâmico. Olhando para Malaquias 2.14-16, vemos verdades que não podem ser ignoradas pelos casais crentes; entre elas, destaco a parte final do verso 15: “Portanto guardai-vos em vosso espírito, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade.” Deus ordena que “ninguém seja desleal para com a mulher da sua mocidade” (2.15).
SINOPSE DO TÓPICO (III)
A poligamia e o divórcio são obstáculos aos propósitos divinos.
CONCLUSÃO
Malaquias repreende os israelitas por causa de sua dupla transgressão da Lei de DEUS: divorciavam-se de suas esposas, e casavam-se com mulheres pagãs. O crente que se casa com alguém que não se dedica ao Senhor, corre o risco de se apartar de Cristo, o mesmo acontecendo com os filhos que forem gerados nesse casamento misto. A fidelidade à Palavra haverá de sustentar e capacitar àqueles que querem ser vistos pelo Senhor como dignos de viver pelo Seu nome, vistos como felizes por fazer a vontade do Pai.
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