Subsidio Doutrinario Para Escola Biblica Dominical Pela Cpad


4º trimestre de 2012:

 

LiÇÃO 11

introdução
Do primeiro profeta menor, Joel, até o ministério de Ageu, há um hiato de mais de 300 anos. Até aqui, já são nove profetas menores a profetizar sobre o cativeiro de Israel e os juízos de Deus sobre Israel, como sobre Judá devido a sua idolatria. Agora o império babilônico cai. O império vigente agora é o Persa. Ageu, cujo nome significa “Festivo”, foi um dos profetas pós-exílicos, um contemporâneo de Zacarias, e o primeiro dos profetas menores a profetizar após o cativeiro babilônico [Ageu é o primeiro de três livros pós-exílicos no AT; os outros dois são Zacarias e Malaquias]. Após 70 anos de cativeiro como Jeremias havia profetizado o rei Ciro “o grande”, rei da Pérsia, (2Cr 36.22) permitiu e incentivou o povo de Israel a viajarem para Jerusalém para que a casa do Senhor fosse reconstruída. Nessa época, Daniel faleceu. Nem todos desejaram voltar, mas aqueles que se prontificaram voltaram sob o comando de Zorobabel, que tinha a primazia sobre eles por ser descendente direto dos reis, junto com o sumo sacerdote Josué. Ageu tinha as qualidades de um bom pastor. Um encorajador cuja palavra estava em sintonia com o coração do povo e a mente de Deus; ele foi o mensageiro do Senhor, com a mensagem do Senhor, levando ao seu grupo desanimado a segurança da presença de Deus. Tenham todos uma excelente e abençoada aula!
I. O LIVRO DE AGEU
1. Contexto histórico. Como Ageu foi realizar sua tarefa em 520 a.C., ele se juntou aos exilados que haviam retornado a sua terra natal em 536 a.C. para reconstruir o templo do Senhor. Eles haviam começado bem, construindo um altar e oferecendo sacrifícios, estabelecendo, então, o fundamento para a Casa do Senhor no ano seguinte. A construção havia cessado, toda via, quando os inimigos zombaram dos esforços dos construtores. Mas o ministério de Ageu e o de Zacarias fizeram com que o povo se reanimasse e completasse a tarefa em cinco anos. O templo reconstruído foi dedicado em 515 a.C. O rei Ciro, da Pérsia baixou o decreto que pôs fim ao cativeiro de Judá em 539 a.C. Pouco tempo depois, a primeira leva dos hebreus partiu da Babilônia de volta para Judá. (PÉRSIA, do latim Persia, através do grego antigo Περσίς ou Persís) é oficialmente admitido como um sinônimo para Irã, embora esta última tenha se tornado mais usual no Ocidente, depois de 1935. O país sempre foi chamado “Irã” (Terra dos Arianos), pelo seu povo, embora durante séculos tenha sido referido pelos europeus como Pérsia (de Pars ou Fars, uma província no sul do Irã) principalmente devido aos escritos dos historiadores gregos. Em 1935 o governo especificou que o país deveria ser chamado Irã; entretanto, em 1959 ambos os nomes passaram a ser admitidos. No uso corrente, o termo Pérsia costuma ser reservado para referir-se ao Império Persa em uma ou mais de suas diversas fases históricas (século VII a.C.–1935 d.C.), fundado originalmente por um grupo étnico (os persas) a partir da cidade de Anshan, no que é hoje a província iraniana de Fars, e governado por dinastias sucessivas (persas ou estrangeiras), que controlavam o Planalto Iraniano e os territórios adjacentes.[c]
a) Cambisses II (Kambujiya ou کمبوجیه em persa, ?-522 a.C.), rei da Pérsia entre 530 a.C. e 522 a.C., foi o segundo governante da dinastia dos Aquemênidas. Herdou de seu pai, Ciro II, o maior império que o mundo jamais vira. Suas instituições, fundamentadas na autodeterminação dos povos conquistados, permitiram que Cambises se dedicasse menos à política e mais às conquistas militares. Invadiu o Egito com um grande exército formado por soldados de todos os povos do império, e, em 525 a.C., derrotou o faraó Psamético III na Batalha de Pelúsia, conquistando aquele país. Enquanto Ciro foi lembrado por sua generosidade para com seus inimigos, Cambises foi lembrado como um tirano. Dizia-se que era um homem de temperamento explosivo. Segundo Heródoto, Cambises teria tido um acesso de fúria contra sua irmã grávida, e a teria matado por espancamento. [d]
b) Dario Histaspes. O filho de Ciro II foi Cambises II (529- 522 a.C.), aquele que conquistou o Egito. Cambises II foi sucedido por Dario I, conhecido tanto como Dario, o Grande (522- 486 a.C.), quanto como Dario Histaspes (seu pai era um dos sátrapas do império persa). Dario criou vinte satrapias (províncias) a fim de administrar com mais eficácia o crescente poderio do império persa. Dario I também mudou a capital de seu império da cidade de Pasárgada para Persépolis. Ele era um seguidor de Zoroastro e adorava a divindade Ahura Mazda (também venerada por Xerxes e Artaxerxes, mencionados na história bíblica). Esse Dario é o mesmo rei que aparece nas profecias bíblicas de Ageu e Zacarias. O projeto de construção do templo (do segundo templo judeu – N. do Tradutor) foi concluído pelos judeus em 516 a.C., durante o reinado dele. O rei Dario Histaspes autorizou a continuação da obra do Templo (Ed 6.1,12,13). Até pediu a oração do povo em seu favor.
2. Vida pessoal. Ageu (em hebraico: חַגַּי, Ḥaggay or “Hag-i”, Koine Greek: Ἀγγαῖος; em latim: Aggeus) foi um profeta judeu durante a construção do Segundo Templo em Jerusalém e um dos doze profetas menores na Bíblia hebraica e autor do Livro de Ageu. Seu nome significa “meu aniversário”. Ele foi o primeiro dos três profetas (com Zacarias, seu contemporâneo, e Malaquias, que viveu em torno de cem anos depois), que pertenceu ao período da história judaica a qual iniciou após o retorno do cativeiro na Babilônia. É mencionado nominalmente duas vezes em Esdras (5.1; 6.14), e nove neste livro. É chamado “o profeta” (1.1; 2.1,10; Ed 6.14) e “embaixador do Senhor” (1.13). Pode ter sido um daqueles poucos exilados que, ao voltarem para repovoar Jerusalém, ainda se lembravam do templo de Salomão antes que fosse destruído pelos exércitos de Nabucodonosor em 586 a.C. (2.3). Sendo assim, Ageu devia ter entre setenta e oitenta anos de idade ao profetizar.
3. Zorobabel. [líder israelita mencionado no Antigo testamento da Bíblia que teria liderado o retorno do primeiro grupo de judeus exilados que se encontravam no cativeiro babilônico, fato histórico ocorrido após 539 a.C., quando o rei Ciro da Pérsia havía ocupado a Babilônia. Ao estabelecer-se na terra prometida, trabalha pela reconstrução do Templo de Jerusalém, completando a obra em torno do ano 515 a.C., com muita persistência, tendo enfrentado uma interrupção das atividades durante um período de dez anos. Seu nome é citado na genealogia de Jesus Cristo nos versos 12 e 13 do capítulo 1 do Evangelho segundo Mateus e no verso 27 do capítulo 3 do Evangelho segundo Lucas, mencionado como filho de Selatiel, neto do rei Jeoaquim, da descendência de David. Porém, a sua história é contada por Esdras, sendo mencionado ainda em outros livros do Antigo Testamento como em II Crônicas, Neemias, Ageu e Zacarias.] [e].
4. Estrutura e mensagem. O livro contém quatro mensagens, cada uma delas introduzida pela frase: “a palavra do Senhor” (1.1; 2.1; 2.10; 2.20). (1) Primeiro, Ageu repreende os repatriados por estarem tão interessados em suas próprias casas, revestidas de cedro por dentro, enquanto a Casa de Deus permanecia em desolação (1.4). O profeta exorta-os por duas vezes a considerar seus caminhos (1.5,7), revelando-lhes ter o Senhor Deus retirado a bênção sobre eles em consequência de seus maus caminhos (1.6,9-11). Zorobabel e Josué, juntamente com o restante do povo, reagindo à palavra do profeta, demonstram reverência a Deus, e recomeçam a obra (1.12-15). (2) Poucas semanas depois, a reação dos repatriados, que haviam visto a glória do primeiro templo e que consideravam como nada o segundo, começava a desanimar o povo (2.3). Ageu, então, exorta os líderes a se mostrarem corajosos, porque (a) seus esforços faziam parte de um quadro profético mais amplo (2.4-7), e (b) “a glória desta última casa será maior do que a da primeira” (2.9). (3) A terceira mensagem de Ageu, que conclama o povo a viver uma vida de santa obediência (2.10-19), (4) e sua quarta mensagem (2.20-23), foram entregues no mesmo dia. A última mensagem prediz que Zorobabel representaria a continuação da linhagem e da promessa messiânica (2.23). Quatro aspectos básicos caracterizam o livro de Ageu. (1) Foi a primeira palavra profética nítida ouvida por Judá depois do exílio babilônico. (2) É o segundo menor livro do AT (apenas trinta e oito versículos); Obadias é o menor. (3) A frase “assim diz o Senhor” (e suas variações) ocorre vinte e nove vezes, ressaltando a urgência de sua mensagem aos repatriados. (4) Contém uma das profecias mais arrojadas do AT a respeito da visitação futura de Deus (2.6-9).[f]
SINOPSE DO TÓPICO (I)
O tema do livro de Ageu é a reconstrução do Templo. Dos trinta e oito versículos, dez falam da Casa de Deus em Jerusalém.
II. RESPONSABILIDADE E OBRIGAÇÕES
1. A desculpa do povo. A designação favorita de Ageu para Deus é “Senhor dos Exércitos”, que aparece 14 vezes neste curto livro. “Exércitos” significa ou “anjos”, “estrelas” ou os “exércitos de Israel” e é usado pelo profeta para enfatizar a grandeza e o poder de Deus.[g] A expressão “Este povo diz” estabelece a cena para a contestação de Deus contra o povo de Jerusalém. Uma expressão de desagrado implícito. Nos versículos 2 ao 11 acusam a indiferença espiritual e as prioridades equivocadas do povo de Deus.
2. Inversão de prioridades (vv.3,4). O povo, embora negligenciando o templo, embelezou suas próprias casas, por decorar suas casas com decorações caras, como no templo de Salomão, onde “tudo era cedro, pedra nenhuma se via” (1Rs 6.16). A palavra hebraica sãpan significa tanto “apainelar” como “colocar forro”, e é raiz da palavra “telhado”. É mais provável que Ageu esteja se referindo à conclusão das casas do povo, e não tanto no luxo de painéis de madeira, mas talvez a residência do governador estava sendo reconstruída com um pouco da elegância do palácio de Salomão. Se este foi o caso, Ageu estava pensando diretamente em Zorobabel e Josué. O conflito entre despesas com luxo em casa e sustento condigno do trabalho do Senhor persiste até hoje entre nós. Ageu revela a hipocrisia das suas objeções empregando uma questão retórica. As casas tinham provavelmente, paredes e teto trabalhados em madeira, o que revela o luxo em que o povo vivia em detrimento da obra principal para qual retornaram a Jerusalém, a reconstrução do templo, o lugar de habitação da presença especial de Deus com o seu povo (1Rs 8.27-30).
3. Um convite à reflexão. “Aplicai o vosso coração aos vossos caminhos”, em hebraico, significa, literalmente, “Ponde o vosso coração nestas coisas”. O povo estava, aparentemente, usando sua pobreza, escassez de alimento e a inflação como desculpas para não terminar o templo. Na realidade, eles são julgados pela falta em completar a construção.Então, Deus ordena ao povo que considere por que não fora ainda abençoado. A causa era a desobediência (ver 1.9-11).
SINOPSE DO TÓPICO (II)
A responsabilidade e as obrigações devem ser precedidas por uma reflexão cujo bom senso e a consciência permite-nos conhecer o agir do Senhor em nossa volta.
III. A EXORTAÇÃO DIVINA
1. Crise econômica. As suas dificuldades econômicas e sociais eram o efeito da maldição segundo a aliança de Deus por causa da sua desobediência (Dt 11.8-15; 28.29,38-40; Lv 26.20). Deus frustrou os seus esforços por causa da falta de interesse deles pela glória divina. O povo de Deus perdera a sua bênção, pois estava vivendo apenas em função das próprias vantagens. Eles revelavam um mínimo interesse pelos alvos e propósitos divinos. De igual modo, poderemos esperar um declínio das bênçãos e da ajuda de Deus em nossa vida, se não estivermos vitalmente interessados pela sua obra, tanto no lar quanto entre as nações. O favor de Deus, seu amor e comunhão, vêm-nos somente à medida que continuamos a buscá-lo, e a observar-lhe os mandamentos (ver Jo 14.21-23).
2. A solução. Ageu exortou-os para que empenhassem todo esforço na empreitada e DEUS moveria céus e terra (Ag 2.6-8) para levar a Jerusalém toda prata e todo ouro necessários à obra do templo, e assegurou-lhes: “A glória desta última casa será maior do que a primeira” (Ag 2.9). Os líderes e o povo reagiram positivamente à mensagem de Ageu, obedeceram e temeram ao Senhor. Levando a sério a palavra de Deus, recomeçaram de imediato os trabalhos de construção da Casa de Deus. Deus responde à obediência de seu povo, prometendo-lhe que estaria ao seu lado. Fortaleceu-lhes a resolução, e ajudou-os a levar a efeito a obra (cf. Zc 4.6). Estar “contigo” é a mais grandiosa promessa que o Senhor pode fazer-nos (ver Gn 26.24; 28.15; 39.2,3,21,23; Êx 3.12; Mt 28.20). Deus mostra ao povo que, embora a santidade não possa ser transmitida mediante o contato, as influências corruptíveis do pecado não deixam de ser contagiosas. Noutras palavras: morar na terra santa não torna ninguém santo, ao passo que o pecado profana tudo quanto o povo faz, inclusive os atos de adoração.
3. O Segundo Templo. No ano 539 a.C., Ciro apodera-se da Babilônia e ordena o repatriamento dos judeus mantidos em cativeiro e a reconstrução do seu templo, que, segundo a descrição presente no livro de Esdras (capítulo 1, versículos 1 a 4), aconteceu sob Zorobabel, sendo apoiada pelo funcionário Esdras e pelos profetas Zacarias e Ageu. Após um hiato, o trabalho é retomado cera de 521 a.C., com a conclusão ocorrendo em 516 a.C. e a dedicação em 515 a.C.; como descrito no Livro de Esdras, a reconstrução do templo foi autorizada por Ciro, o Grande, da Pérsia e ratificada por Dario, o Grande, da Pérsia. Os romanos destruíram Jerusalém e o seu segundo templo em agosto CE 70 4, acabar com a Grande Revolta judaica que começou em 66 dC.  Apesar de tudo o impacto da pregação de Ageu foi tal que todos, unanimemente, decidiram retomar o trabalho no templo, mas de forma alguma isto lhe foi creditado. O Senhor o fizera. Liderado por Zorobabel e Josué, todo o resto do povo obedeceu. O “remanescente” foi um tema característico da profecia de Isaías. Na visão do templo ele advertiu da destruição, à qual somente um pequeno grupo sobreviveria (Is 6.11-13), e o nome de seu filho, Sear­Jasube (Is 7.3, “Um resto volverá”), se tornou representativo da sua pregação (Is 7.3, 10.21. 11.l). Ageu e também Zacarias reconheceram no pequeno grupo de judeus repatriados o cumprimento da profecia de Isaias, mas exigia-se mais deles do que simples presença física na terra em que eles deveriam cumprir as esperanças de Isaías. O verbo “retornar” significa também “arrepender-se” (Zc 1.3), e é digno de nota que Ageu aplica para o povo a palavra “resto” no momento em que ele atende à voz do Senhor seu Deus. Ninguém está pondo em dúvida a autoridade de Ageu (cf 1Rs 22.24, Mq 2.6). O povo temeu diante do Senhor. Este temor contrasta com a indiferença despreocupada que os profetas pré-exílicos enfrentaram. Apatia diante das palavras de DEUS é evidência de ateísmo na prática. Eles “temeram” no sentido de terem sido despertos pela voz de DEUS.
SINOPSE DO TÓPICO (III)
A presença de Deus no Templo fez a glória da segunda Casa maior que a da primeira.
CONCLUSÃO
Ageu censurou os judeus por sua indiferença, e os repreendeu por construírem as suas próprias casas enquanto a casa de Deus era negligenciada. Ele assegurou aos habitantes de Jerusalém que as adversidades que vinham sofrendo eram castigos por sua apatia. Zorobabel foi estimulado a dar a supervisão apropriada à obra que tinham em mãos, e quando parecia que as revoltas na Babilônia podiam ainda ser bem sucedidas, ele parece ter sido considerado como o homem divinamente ungido, que deveria conduzir Judá à independência. O desafio à fé é o mesmo em cada geração; busquemos primeiro
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