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LIÇÕES BÍBLICAS - 3º TRIMESTRE DE 2012

LIÇÃO 7

introdução
Com esta lição damos início ao terceiro bloco deste trimestre, que tratará dos “dramas familiares”, as aflições decorrentes da vida em família. O primeiro destes “dramas familiares” é a divisão espiritual no lar. A família é o primeiro grupo social a que uma pessoa pertence, grupo este que procura suprir as necessidades sentimentais, afetivas e emocionais básicas para o desenvolvimento humano. O casamento não foi estabelecido por uma lei humana, nem inventado por alguma civilização. Ele antecede toda a cultura, tradição, povo ou nação. É uma instituição divina (Gn 1.27-31; Mc 10.6-9).  Nosso texto da leitura bíblica em classe trata do casamento entre um crente e um descrente. Esta é uma daquelas circunstâncias especiais sobre as quais Jesus não deixara instruções diretas; Se um dos cônjuges converte-se a Cristo, mas não o outro, deveria o casamento ser dissolvido, especialmente se o cônjuge descrente não aceitar essa nova situação? Então Paulo passa a responder com sua autoridade apostólica: afirma ele que os casamentos em que um dos cônjuges venha a aceitar a fé cristã são válidos e devem permanecer intactos. Qualquer separação deve ser iniciada pelo cônjuge descrente. 
I. CONVIVENDO COM O CÔNJUGE NÃO CRENTE
1. A convivência com o cônjuge descrente. 
Deus cria o homem não como um ser solitário, porém duas pessoas, ainda que estes dois venham tornar-se uma só carne (Gn 2.24). Esse texto é esclarecedor quanto o papel social do casamento: umaadjutora indica que a força de Adão para tudo o que ele foi chamado a ser e fazer era inadequada em si mesma. Como diante dele denota complementaridade. O auxílio necessário é para o labor diário, procriação e apoio através do companheirismo. Não se vê nas escrituras a idéia de uma separação familiar; não faz parte do plano divino que o casal se divorcie (Mt 5.31,32; 19.3-9; Mc 10.2-12). Os fariseus, na época do ministério terreno de Jesus, interpretavam os ensinamentos de Moisés sobre o divórcio em Deuteronômio 24.1 como significando que um homem poderia divorciar-se de sua mulher mediante qualquer suposto motivo. Jesus então, se opõe a esse abuso e afirma que o divórcio deve ser admitido apenas sob o aspecto da prostituição, ou seja, qualquer desvio dos padrões bíblicos claramente definidos para a atividade sexual – homossexualismo, adultério, fornicação e prostituição). Cristo não se prendeu para os possíveis detalhes do casamento. Seu conselho é para que se siga o modelo original da criação de Deus. Já o apóstolo Paulo observa os detalhes que ocorrem no casamento, tais como os estresses e fracasso humano, adota a possibilidade do divórcio, contudo, sob um regulamento rígido – nada de adultério, significando que, provavelmente, não deva haver um novo casamento nesse caso, exceto com aquele de quem ela/ele se divorciou antes (se, porém, se apartar, que fique sem casar ou se reconcilie com o marido; 1Co 7.11). Quanto a convivência marital onde um dos cônjuges é descrente, Pedro aconselha que, embora suas palavras sejam a chave do sucesso para se ganhar o cônjuge para Cristo, o cônjuge fiel o deve fazer pelo seu espírito dedicado e devoto a Cristo.
2. Santificando o cônjuge.
 A Bíblia afirma que o cônjuge que serve ao Senhor santifica o não crente (1 Co 7.14). O termo santificar significa “separar” ou “colocar à parte”. O sentido mais comum da palavra no Novo Testamento é aquele que descreve um processo espiritual no qual somos separados do mundo e justificados por Cristo, salvos do pecado; “…vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (1Co 6.11). Outra aplicação do termo é descrever a separação de uma coisa ou uma pessoa para uma determinada função, assim como quando Deus santificou o sétimo dia para descanso (Gn 2.3); Arão, seus filhos e suas vestes foram santificados para serviço no tabernáculo (Êx 29.21); o ano de jubileu foi santificado para libertar as pessoas e suas posses (Lv 25.10); homens santificam a Deus e o seu nome, como o único que merece louvor (Is 29.23; Mt 6.9); o ouro no templo e as ofertas no altar foram santificados para o serviço ao Senhor (Mt 23.17,19); alimentos são santificados para o nosso bem (1Tm 4.3-5), e os crentes são santificados para boas obras (2Tm 2.21). No texto de Paulo em 1Co 7.14, a santificação de cônjuges descrentes e seus filhos não é questão de salvação, mas de serem apropriados para a criação e manutenção da família. O homem descrente, nesses casos, é separado (isto é, designado) para ser marido, e a esposa cristã não pode mandá-lo embora. A salvação dele é possível, mas só se ele for ganho pela palavra e pelo exemplo da esposa (1Pe 3.1-2; 1Co 7.16). De semelhante modo, cada filho tomará sua própria decisão sobre o evangelho, tomando para si a fé em Cristo (2Tm 1.5).
II. AGINDO COM SABEDORIA
1. Na criação dos filhos.
“Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele” (Pv 22.6). O termo instrui tem a idéia de um pai que graciosamente investe numa criança toda a sabedoria, amor, educação e disciplina que é necessária para que ela se torne plenamente comprometida com Deus. Isso pressupõe a maturidade emocional e espiritual dos pais para fazerem isso. Quando um dos cônjuges não comunga da mesma fé, isso fica evidentemente nas mãos do cônjuge crente, que deverá agir com dobrada sabedoria e sob o fruto do Espírito. Somente, o cônjuge que é sábio será capaz de educar seus filhos do modo como Deus ensina na Sua Palavra. Somente, a sabedoria dada por Deus aos seus servos é capaz de livrar os nossos filhos da influência do mundo manifestada pelo cônjuge descrente. Uma educação cristã e atmosfera familiar espiritual são vantagens inquestionáveis. No caso neotestamentário de Timóteo [filho de um casamento misto, seu pai era gentio e sua mãe, judia (At 16.1)], sua mãe, Eunice, auxiliada por sua avó Lóide, as quais possivelmente tenham se convertido em Listra, uma colônia romana na província da Galácia, quando da primeira viagem missionária de Paulo acompanhado por Barnabé, transmitiram sua fé a Timóteo. Neste caso específico, há indícios de que Timóteo tenha recebido ensinamentos da fé judaica (2Tm 3.14,15), porém, seu pai recusou-se permitir que seu filho fosse circuncidado. Sem duvida, elas adotaram nessa situação aquilo que o apóstolo Pedro ensina: “Vós, esposas, estai sujeitas aos vossos próprios maridos, a fim de que, se alguns não forem obedientes à palavra, sejam ganhos sem palavra, por intermédio da conduta de suas esposas, por terem sido testemunhas oculares de sua conduta casta, junto com profundo respeito” (1Pe 3.1,2).
2. Nos afazeres domésticos.
Laré uma palavra latina cujo significado primeiro é o de um local, nas antigas residências romanas, em que se procedia à adoração dos antepassados familiares. Normalmente, como nos ensina o historiador francês Foustel de Coulanges em seu livro “A Cidade Antiga”, havia um compartimento nas casas romanas onde somente poderiam entrar os membros da família, onde eram cultuados os antepassados familiares, os chamados “deuses lares”. Normalmente, havia um altar em honra a estas divindades e um fogo que nunca se apagava, onde se realizava tal adoração. Vê-se, portanto, que a idéia do “lar” está vinculada à idéia de uma ligação espiritual entre os membros de uma mesma família, ou seja, o lar é a própria unidade espiritual dos integrantes de uma família. Para os romanos, a família possuía, sobretudo, um vínculo sobrenatural entre os seus membros, tendo sido os próprios juristas romanos que tornaram célebre a famosa definição de casamento, atribuída a Modestino, segundo a qual o casamento estabelece a “união divina e humana que gera uma vida em comum entre um homem e uma mulher”, definição que foi parcialmente acolhida pelo nosso atual Código Civil no seu artigo 1511: O casamento estabelece comunhão plena de vida, com base na igualdade de direitos e deveres dos cônjuges”. [b]. O conselho da Palavra de Deus para quem está sob um casamento misto, se o cônjuge crente for mulher, ela deve ser sujeita ao marido, assim como é decente ao Senhor (Cl 3.18). Deve sim agir com sabedoria. Nunca deixe o serviço da casa atrasado para ir a igreja, não atrase as refeições, redobre o cuidado com os filhos e principalmente com o marido. Pedro e os Apóstolos disseram “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5.29) e ainda Paulo escrevendo a Gálatas comenta: “Pois busco eu agora o favor dos homens, ou o favor de Deus? Ou procuro agradar aos homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo” (Gl 1.10). Temos então dois extremos, mas a família é plano de Deus, inclusive em 1Co 7.16 diz que “como saberá se a mulher ou marido Crente salvará o seu cônjuge”, sem contar em At 16.31, que nos diz que crendo em Jesus será salvo toda a sua casa, demonstrando assim a importância da postura do Crente perante o seu casamento.
3. Na vida espiritual.
Se a esposa ou o marido incrédulo consente em morar com o crente, Paulo diz que este não deve deixar o seu cônjuge. Deus nos chamou à paz. O incrédulo é santificado no convívio com o crente. Pode ser que a esposa ou o marido incrédulo seja salvo (1Co 7.12-14). Baseado em Ef 4.31, não podemos permitir que o ambiente familiar onde estamos seja lugar de amargura, ira, cólera, gritaria e blasfêmias, devendo tudo isto ser demovido de nosso lar. Verdade é que os integrantes de nossa família que não tiverem comunhão com o Senhor procurarão levar-nos para este embate, para este conflito, mas, de forma alguma, poderemos permitir entrar neste “jogo do inimigo”, evitando ao máximo a peleja e a celeuma
III. EVANGELIZANDO O CÔNJUGE
1. Com nova postura.
1Pe 3.1: “…sede sujeitas”. A expressão em destaque no grego é “hupotassõ” que quer dizer: “submeter-se; obedecer”. O apóstolo Pedro está exortando as mulheres cristãs que se submetam ao seu próprio marido. Tal recomendação fora feita também pelo apóstolo Paulo (Ef 5.22; Cl 3.18). Deve-se entender que Deus estabeleceu a família como unidade básica da sociedade. Toda família necessita de um dirigente. Por isso, Deus atribuiu ao marido a responsabilidade de ser cabeça da esposa e da família (Ef 5.23). Esta sujeição quer dizer também que a mulher deve cumprir o seu dever para com o esposo, como por exemplo: amando-o (Tt 2.4), respeitando-o (Ef 5.33), ajudando-o (Gn 2.18), vivendo de forma pura (Tt 2.5), com um espírito manso e quieto (I Pe 3.4), sendo uma boa mãe (Tt 2.4) e dona de casa (I Tm 2.15; 5.14; Tt 2.5).
2. Com bom testemunho.
 1Pe 3.2: “…pelo procedimento de sua mulher”. Certo pensador já dizia: “As palavras ensinam, mas os exemplos arrastam”. De fato, nada impressiona mais o não crente que ver a transformação na vida de uma pessoa. Muito mais ainda se tratando da sua esposa. Se antes de Cristo a mulher era insubmissa, e, por isso, vivia em constantes brigas com seu marido não crente, após a conversão sua atitude deverá ser diferente (2Co 5.17), o que por certo resultará no louvor a Deus pelas obras que evidenciam sua salvação (Mt 5.16). Se antes de Cristo o casal discutia, agora, em Cristo, a mulher procura não revidar, pois aprendeu com Cristo a pagar o mal com o bem (Rm 12.21). Se o marido resiste ouvir o evangelho, ele não deixará de ver o testemunho vivido na prática por sua esposa, o que poderá resultar na sua conversão“…para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo procedimento de suas mulher seja ganho sem palavra” (1Pe 3.1). 3.3 “Considerando a vossa vida casta (honesta), em temor”. O termo honesto no grego “kalos” quer dizer: “algo bom, admirável, conveniente, decoroso, justo, honrável”. Pedro destaca que a mulher crente deve estar livre das influências imorais e corruptas do paganismo, incluindo os pecados e os desvios sexuais, mas, também, qualquer contato com as maneiras do viver com os excessos de várias modalidades (1Pe 4.2-4). Portanto, neste presente século onde há tanta promiscuidade e infidelidade conjugal, o cristão casado deve mostrar-se santo e fiel ao compromisso que assumiu com seu cônjuge, honrando-o diante de Deus e dos homens, ornando a doutrina na qual foi instruído (Tt 2.10).
CONCLUSÃO
Diante do que foi exposto aqui, conclui-se que Deus não quer que o crente venha a separar-se porque seu cônjuge não é crente (1Co 7.10), ao invés disso, o conselho bíblico é que se o marido ou a mulher descrente consente em habitar com seu cônjuge, permaneçam juntos (1Co 7.12). Caso esta situação seja a sua, busque de Deus sabedoria para que possa administrar com bom senso o seu lar e o seu casamento, a fim de que possa permanecer casado e seu esposo ou sua esposa, seja juntamente com seus filhos conduzidos a Cristo.
N’Ele, que me garante: “Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8),
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