Subsidio Doutrinario Para Escola Biblica Dominical Pela Cpad

A FORMOSA JERUSALEM


 

Introdução
Chegamos ao fim de mais um trimestre de nossa escola bíblica dominical, com um assunto vibrante e cativador. Estivemos todos os domingos reunidos, debruçados em temas instigantes que, embora ainda desconhecido de muitos, é tema de suma importância para a vida cristã, pois trata de nosso futuro, da nossa vida futura como reflexo do reino de Deus já vivenciado hoje. Chegamos hoje, sabendo que Deus tem algo muito melhor reservado para nós, a bênção final dos redimidos. Nossa esperança deve estar hoje mais firmada na vida eterna com Deus numa pátria celestial, mantendo os olhos fixos na nossa cidadania no novo céu e na nova terra. Aproveitemos bem esta aula para dirimir todas as dúvidas que ainda persistam quanto ao nosso futuro com Deus e para fortalecer a fé daqueles que ainda estão presos as coisas terreais e já não pensam mais nas moradas que Jesus nos foi preparar na casa do Pai. Boa aula!
 
 
I. O QUE É A JERUSALÉM CELESTE
1. Mais sublime que os céus. Para apagar todos os sinais do pecado, Deus então destruirá a terra e o universo tal qual conhecemos. O céu e a terra serão abalados e desaparecerão como fumaça; as estrelas se derreterão e os elementos serão dissolvidos (veja 2Pe 3.7,10,12; Ag 2.6; Hb 12.26-28; Is 51.6). A terra renovada será então a habitação dos homens e de Deus. A Nova Jerusalém, que agora está no céu (Gl 4.26), descerá à terra e será a sede do governo divino, onde Deus habitará eternamente com o seu povo (Lv 26.11,12; Jr 31.33; Ez 37.27; Zc 8.8). Tão sublime é a Cidade de Deus, que não temos palavras para descrevê-la. Referindo-se aos bens que nos aguardam na eternidade, declara Paulo: “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam” (1 Co 2.9).
2. A casa de meu pai. Ao consolar os discípulos, promete-lhes o Senhor Jesus: “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar” (Jo 14.2). Céu é o termo bíblico para designar o lugar da habitação de Deus, o lugar de sua presença para onde o Cristo glorificado retornou (At 1.11). Hebreus 12.22-25 afirma que é no céu o lugar onde a igreja militante e a igreja triunfante se unem para o culto. Uma tradução mais adequada para “morada” seria “salas”, transmitindo a ideia de que existe um amplo espaço no céu para aqueles que vão a Jesus, como o Salvador.
3. A Nova Jerusalém. Desta maneira, o apóstolo Paulo descreve a cidade divina: “Mas a Jerusalém que é de cima é livre, a qual é mãe de todos nós” (Gl 4.26) – a Jerusalém verdadeira está nos céus, onde Cristo está (Hb 12.22; Ap 21.2). Temos chegado nesta Jerusalém celestial, pela fé, onde podemos entrar no Santo dos Santos e cultuar a Deus. A Nova Jerusalém é tão especial que a Palavra de Deus diz que não nos lembraremos de mais das coisas passadas (Is 65.17).
 
SINOPSE DO TÓPICO (I)
A Nova Jerusalém foi preparada por Deus para abrigar todos os santos.
 
II. AS CARACTERÍSTICAS DA NOVA JERUSALÉM
1. É um lugar real. Ela foi descrita rica e detalhadamente por João. Leia o capítulo 21 do Apocalipse. A nova Jerusalém está agora no céu e dentro em breve descerá à terra como a cidade de Deus, que Abraão e todos os fiéis esperavam, da qual Deus é o arquiteto e construtor (Fp 3.20; Hb 11.10, 13,16).
2. Arquitetura. A Nova Jerusalém foi ideada e construída pelo próprio Deus (Hb 11.10). Se o mundo natural já é belo e cheio de deslumbres, o que não diremos do sobrenatural? Você anseia pela cidade edificada por Deus? “E a cidade estava situada em quadrado; e o seu comprimento era tanto como a sua largura. E mediu a cidade com a cana até doze mil estádios; e o seu comprimento, largura e altura eram iguais” (Ap 21.16). Não há pretensão minha em ser exato neste cálculo, e nem importa tanto o seu coeficiente: cada estádio media aproximadamente 178 metros pelo sistema israelita. Multiplicando 12.000 x 178 temos 2.136 Km de comprimento, o mesmo para a sua altura e largura, temos um volume maior que o de Plutão!
3. Formato. Deus construiu a Nova Jerusalém como um cubo perfeito, segundo João no-la descreve: “E a cidade estava situada em quadrado; e o seu comprimento era tanto como a sua largura. E mediu a cidade com a cana até doze mil estádios; e o seu comprimento, largura e altura eram iguais” (Ap 21.16). O tamanho da cidade indica que ela possui espaço suficiente para os salvos glorificados de todos os tempos. É interessante notar os que, no Tabernáculo do Antigo Testamento, o Santo dos Santos, onde Deus se encontrava com o seu povo, formava um cubo perfeito, e isso nos ensina que a cidade inteira ficará cheia da glória de Deus e da santidade de Deus. 144 côvados, ou seja, doze vezes doze côvados. Todas as medidas da cidade mostram associações com as doze tribos de Israel e os doze apóstolos. “Doze” designa, simbolicamente, o povo de Deus.
4. Materiais. Iluminada pela glória de Deus, sua luz tem a resplandecência do jaspe. Além disso, ela é feita de ouro puro e, como fundamento, possui doze pedras preciosas. Estes materiais preciosos utilizados na construção da cidade magnificam sua beleza e glória e a maneira como ela reflete a beleza de Deus que enche a cidade com a sua glória. Esta lista também alude às doze pedras do peitoral de Arão (Êx 28.15-21); aquelas prerrogativas que no AT pertenciam apenas à classe sacerdotal pertencem agora à cidade inteira. Ela não precisa de templo, porque o seu santuário é o Deus Todo-Poderoso e o Cordeiro. A presença e a comunhão íntima com Deus permearão toda a cidade santa, e não apenas um templo (Ap 21.22). Em cumprimento a Isaías 60.19,20, também não carece de sol nem de lua, porque o Filho de Deus é a sua lâmpada (Ap 21.23). E como ali não haverá noite, suas portas jamais se fecharão. Aleluia!
 
SINOPSE DO TÓPICO (II)
Deus é o construtor da Nova Jerusalém, por isso ela é uma cidade santa, perfeita e esplendorosa onde os remidos do Senhor vão habitar para todo o sempre.
 
III. O PERFEITO ESTADO ETERNO
A Bíblia revela muito pouco do estado eterno. Como Deus descreverá a eternidade para nós que somos tão limitados? Não alcançaríamos a revelação, o pouco que a Bíblia nos relata já é difícil compreendermos. Veremos a descrição da Nova Jerusalém, porém ela já estará disponível aos santos glorificados durante o Milênio. Nos capítulos 21 e 22 a Nova Jerusalém é descrita como será vista na “eternidade futura”; é a cidade que Jesus foi preparar para nós (Jo 14.2,3).
1. Um governo perfeito. O seu governante é o próprio Deus na pessoa de seu amado Filho. Tudo será administrado com perfeição máxima. A nova Jerusalém é onde está o trono de Deus (Ap 22.3-4); o trono fala da soberania e do governo de Deus. O Senhor governa sobre essa igreja. Ela é comandada por aquele que está no trono. Ela é submissa, fiel. Esse é um trono de amor. Os súditos também são reis. Eles obedecem prazerosamente.
2. Habitantes perfeitos. Os redimidos de todas as eras lá estarão. Ali, os patriarcas, profetas e apóstolos receberão elevadas distinções (Lc 13.28; Ap 21.14). As tribos de Israel serão igualmente honradas (Ap 21.12). Entre os habitantes da Nova Jerusalém, estarão também as nações (Ap 21.24). Isso significa que a cidade não será afetada pelo enfado, nem pela monotonia. Ela será espiritual e intelectualmente estimulante. “Os seus servos o servirão”. Nosso trabalho será deleitoso. Vamos servir Aquele que nos serviu e deu a sua vida por nós. Os salvos entrarão no descanso de DEUS (Hb 4:9). Os salvos descansarão de suas fadigas (Ap 14:13), não porém de seu serviço.
3. Conhecimento perfeito. O que Deus tem preparado para nós só pode ser algo que ainda não pode ser descrito ou decifrado humanamente em palavras, como o próprio apóstolo Paulo nos disse em 1º Coríntios 2.9: “Mas, como está escrito:As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu,e não subiram ao coração do homem, são [todas] as [coisas] que Deus preparou para os que o amam.” Foi através do “fundamento dos apóstolos… sendo Cristo Jesus a pedra angular”, que “a multiforme sabedoria de Deus se tornou conhecida”. A sabedoria de Deus, que é Jesus (Cl 2.1,3), o qual se tornou por Deus sabedoria, justificação, santificação e redenção para nós (1Co 1.30), essa sabedoria, concretizada em todos os séculos, passada aos homens em nosso século (período da Igreja), foi dada aos apóstolos para que eles fizessem o fundamento citado em Efésios 2.20, na Jerusalém Celeste, teremos a eternidade para estar com e adorar a Cristo, e explorar-lhe o infinito conhecimento. Já imaginou um estudo teológico de milhões de anos? Sim, lá seremos teólogos perfeitos. Hoje, conhecemos a Deus apenas em parte (1 Co 13.12). Mas ali, na Nova Jerusalém, a eternidade não será suficiente para conhecermos o Pai (Rm 11.33). Aleluia!
4. Comunhão perfeita. A Eternidade oferecerá finalmente a reconciliação completa entre o homem e Deus. Finalmente a comunhão quebrada do primeiro jardim (Gn 3) será restaurada completa e eternamente. Então, jamais Satanás ou o homem poderá quebrar esta comunhão. O resultado desta preciosa comunhão é um mundo sem lágrimas, pois somente Deus pode enxugar nossas lágrimas: “Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas” (21.4). “Contemplarão a sua face…”. O que mais ambicionamos no céu não são as ruas de ouro, os muros de jaspes luzentes, não são as mansões ornadas de pedras preciosas, mas contemplar a face do Pai! Céu é intimidade com DEUS. Esta é a esperança e a meta da salvação individual em toda a Escritura: a contemplação de Deus. Ele nos salvou não apenas para irmos para o céu, mas para reinarmos com ele no céu. Ele não apenas nos levará para a glória, mas também para o trono.
5. Amor perfeito. Nossa comunhão será perfeita, porque o nosso amor também será perfeito. Escreve Paulo: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; mas o maior destes é o amor” (1 Co 13.13). Lá, não precisaremos de fé, porque estaremos frente à frente com o Pai Celeste (1 Jo 3.2). Também não precisaremos de esperança, porque comungaremos para sempre com o tão esperado Jesus. Mas, quanto ao amor, o que podemos dizer? A eternidade não será o bastante para declararmos ao Noivo o quanto o amamos. A eternidade será um estado de Gozo e Paz perfeitos. Deus criará novos Céus e nova Terra adaptados para a eternidade (Ap 21.1). A Nova Jerusalém estará nesta nova Terra e Deus habitará nela (Ap 21. 2,3). Veremos a face do Senhor para sempre e o serviremos (Ap 22.3,4). Passaremos a eternidade com o Nosso Senhor! Aleluia! Após o Juízo Final e a criação do novo Céu e da nova Terra, Deus introduzira os seus filhos na eternidade; tudo estará feito; ou seja, a restauração total dos Céus e da Terra e de todos os que nela habitam. O problema do pecado e da morte jamais retornará! (Ap 21.5-7).
 
SINOPSE DO TÓPICO (II)
A Nova Jerusalém será um Estado não somente perfeito, mas igualmente eterno.
 
CONCLUSÃO
Creio, de acordo com o ensino das Escrituras, que todos quantos forem justificados pela fé no nome do nosso Senhor Jesus Cristo, viverão corporalmente na eternidade, na presença de Deus, no pleno gozo das bem-aventuranças celestiais; e que aqueles que, pela sua impenitência e incredulidade, rejeitarem a oferta da graça e misericórdia de Deus, em Cristo, viverão corporalmente na eternidade, afastados da glória de Deus e em sofrimento eterno. (Sl 16.11; Mt 25.46; Jo 14.2); Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há fartura de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente (Sl 16.11); E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna (Mt 25.46); Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. (JO 14.2). Este estado de eterna glória, em que Deus já terá enxugado as lágrimas de todos os salvos, jamais findará. Jesus Cristo entregará o Reino ao Pai. Haverá um novo céu e uma nova terra onde habitará a justiça. Não haverá mais tristeza, nem ódio nem dor, nem lembranças amargas do passado. Não haverá mais noite e o tempo cronológico provavelmente deixará de existir. Todos os salvos de todas as épocas se reconhecerão e estarão juntos eternamente. O puro e perfeito amor será desfrutado na sua inteireza. Acredito que não haverá mais a possibilidade de pecar. Os salvos serão unidos ao Senhor de maneira perfeita, física (corpo ressurreto e incorruptível) e espiritualmente, nas suas frontes estará gravado o Seu nome.
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