Subsidio Doutrinario Para Escola Biblica Dominical Pela Cpad


LIÇÃO 1

TEXTO ÁUREO

“Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profe­cia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo” (Ap 1.3)
 VERDADE PRÁTICA
0 crente que lê e estuda o Apocalipse não se espanta com o programa de DEUS para estes últimos dias.
 LEITURA DIÁRIA
Segunda – Ap 1.1 0 Apocalipse é a revelação de DEUS
Terça – Ap 1.3  Quem lê o Apocalipse é bem-aventurado
Quarta – Ap 1.4  0 Apocalipse é enviado às igrejas
Quinta – Ap 1.1-5 CRISTO atesta a mensagem do Apocalipse
Sexta – Ap 1.7 A urgência do Apocalipse
Sábado – Ap 1.8 CRISTO, o princípio e o fim de todas as coisa
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Apocalipse 1.1-8
1 – Revelação de JESUS CRISTO, a qual DEUS lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou e as notificou a João, seu servo, 2-o qual testificou da palavra de DEUS, e do testemunho de JESUS CRISTO, e de tudo o que tem visto. 3 – Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. 4 – João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete Espíritos que estão diante do seu trono; 5 – e da parte de JESUS CRISTO, que é a fiel testemunha, o pri­mogênito dos mortos e o prínci­pe dos reis da terra. Àquele que nos ama, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, 6 – e nos fez reis e sacerdotes para DEUS e seu Pai, a ele, glória e poder para todo o sempre. Amém! 7 – Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim! Amém! 8- Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.
 
PALAVRA-CHAVE – Revelação – Ato ou efeito de revelar um segredo
 Todas essas igrejas se acabaram, apesar de serem fundadas por Paulo e seus companheiros e de até Éfeso ser dirigida por João o apóstolo.
Não ouviram as advertências de JESUS, em suas cartas, sucumbiram pelos falsos ensinos dos falsos mestres.
Hoje os muçulmanos dominam totalmente o país e essas cidades.
Fiquemos alerta com as cartas que JESUS nos escreve. Leiamos esse importante livro e prestemos atenção aos avisos que nos são dados por JESUS.
 
INTERAÇÃO
Caro professor, neste trimestre estudaremos o tema: “As Sete Cartas do Apocalipse”. Por isso, comente com os alunos que o Apocalipse será a base temática para o nosso estudo bíblico. Veremos que o Livro Profé­tico mostra-nos o JESUS triunfante, exaltado e poderoso. Desvendando os mais profundos segredos dos fatos que “foram”, “são” e “acontecerão” nos últimos dias (Ap 1.19). O comentarista desse trimestre é o pastor Claudionor de Andrade, que, além de ser ministro do evangelho, é conferencista, autor de várias obras editadas pela CPAD e Gerente de Pu­blicações da Editora.
 
OBJETIVOS – Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Definir o Apocalipse como revelação divina.
Conhecer as questões de autoria, data e local do livro.
Saber que a leitura do Apocalipse é edificante.
 
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, o Livro do Apocalipse retrata todo o processo de consumação reden­tora da humanidade através de figuras de linguagens e simbolismos dramáti­cos. Seu estilo literário é a apocalíptica judaica (Ver subsídio bibliográfico I). Ela é encontrada fartamente no Antigo Testamento, como em Ezequiel e Daniel. Estes, também, apresentam abundantes figuras e simbolismos. Portanto, antes de iniciar a lição deste domingo apre­sente aos alunos o esboço geral do Livro do Apocalipse proposto no esquema da página seguinte
 
INTRODUÇÃO
O Apocalipse é um dos livros mais belos e fascinantes da Bíblia.
Através de seus símbolos e figuras, mostra-nos Jesus como serão os últimos dias da humanidade.
Se no Gênesis tudo é começo, no Apocalipse tudo é consumação.
Uma consumação, porém, que recomeça quando a Nova Jerusalém desce dos céus “ataviada como noiva adornada para o seu esposo”.
Neste trimestre, estudaremos o último livro das Sagradas Escrituras.
Deleite-se, pois, desde já, nas consolações que nos traz a Escatologia Cristã.
Está você preparado para as Bodas do Cordeiro?
Então, que a nossa súplica seja: “Ora vem, Senhor Jesus”
 
I. O LIVRO DO APOCALIPSE
1. Apocalipse, o único livro profético do NT.
Embora haja profecias em quase todos os livros do Novo Testamento, somente o Apocalipse pode ser considerado um documento rigorosamente profético.
Aliás, até o seu título é profético.
Em grego, Apocalipse denota a remoção de um véu estendido sobre algo que deve e precisa ser conhecido urgentemente por você e por mim.
Quanto ao conteúdo, o Apocalipse é revelação. Se lhe considerarmos a mensagem, é profecia.
Enviado como carta aos seus primeiros destinatários, o livro, na verdade, é uma epístola.2. Um livro de advertências e consolações.
O Apocalipse não se limita a descortinar o futuro.
Palavra inspirada de Deus, adverte, exorta e ensina os cristãos de todas as épocas e lugares a esperar, em ordem santa, o aparecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Suas consolações no Espírito Santo são abundantes.

SINOPSE DO TÓPICO (I)

O Apocalipse é o único livro profético do Novo Testamento. Ele serve tanto de advertência como de consolação à Igreja de Cristo.

II. AUTORIA, DATA E LOCAL

1. Autoria.
João, filho de Zebedeu, é o autor do Apocalipse (Ap 1.1,4,9; 22.8).
O nome João em português vem do hebraico, Yehohanan, “Yahweh tem sido gracioso”.
Para esse nome chegar à nossa Bíblia Portuguesa, passou pela forma grega do nome, Ioannen.

João, o Evangelista (6-103 d. C.)

Ele também escreveu o quarto evangelho e três das sete epístolas universais.
João, o Evangelista nasceu em Batsaida na Galileia, por volta de 6 d.C.
Filho do pescador Zebedeu e de Maria Salomé, uma das mulheres que auxiliaram os discípulos de Jesus.
Zebedeu seu pai tinha uma flotilha de barcos de pesca, e vários empregados.
João e seu irmão Tiago, receberam o sobrenome de Boanerges.
Uma palavra de origem grega boanerges importada do hebreu benereges e que significa filho do trovão.
Foi este o sobrenome que Jesus deu a Tiago e João, filhos de Zebedeu: “Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago, aos quais deu o nome de Boanerges, isto é, filhos do trovão” (Mc 3.17).
Este sobrenome de Boanerges pode ser um elogio, ou uma censura.
João e seu irmão mais velho Tiago, foram convidados a seguir Jesus, logo depois dos apóstolos Pedro e André.
João, Thiago, Pedro e André, foram os quatro privilegiados que participaram do círculo mais íntimo de Jesus.
Presenciaram a ressurreição da filha de Jairo e a angustia de Jesus no Jardim das Oliveiras.
João e Thiago foram os únicos apóstolos que receberam de Cristo a autorização para sentar à direita e o outro à esquerda durante a última Ceia.
Jesus disse “do cálice que eu beber, vos bebereis”.
Foi o mais jovem dos doze apóstolos de Cristo.
É o autor do quarto e último Evangelho Canônico, pertencente ao Novo Testamento, o “Evangelho segundo João”.
Escreveu a primeira, a segunda e a terceira Epístola de João.
Foi o “discípulo amado” de Jesus.
Foi o único apóstolo que acompanhou Cristo até a sua morte.
O Evangelho de João menciona que antes de Jesus morrer, confiou Maria aos seus cuidados.
Arqueólogos encontraram no Egito, fragmentos de um papiro, em grego, que pertence ao Evangelho de João.
A maior parte do Evangelho relata a vida de Jesus até a sua morte.
João após as perseguições sofridas em Jerusalém transferiu-se com Pedro para a Samaria, onde desenvolveu uma intensa evangelização.
Mudou-se para Éfeso, onde dirigiu muitas Igrejas e foi em Éfeso que escreveu o quarto Evangelho, o último dos Evangelhos Canônicos.
Escreveu também as Epístolas, três cartas com mensagens sobre a vida eterna e a vida da comunhão com Deus através da fé em Cristo.
De acordo com os Atos dos Apóstolos, o quinto livro do Novo Testamento, quando João acompanhou Pedro na evangelização dos samaritanos, foi convencido por Paulo a desistir da imposição de práticas judaicas aos neófitos cristãos.
Durante o governo do Imperador Romano Domiciano foi exilado na ilha de Patmos, no mar Egeu, onde escreveu o Livro do Apocalipse.
O seu evangelho difere dos outros três que são chamados sinóticos ou semelhantes, pois a sua narrativa enfoca mais o aspecto espiritual de Jesus, ou seja, a vida e a obra do Mestre com base no mistério da encarnação.
Os primeiros fragmentos do quarto Evangelho foram encontrados em papiros no Egito, e muitos estudiosos acreditam que João tenha visitado essa região. Morreu em 103, na cidade de Éfeso, onde foi sepultado.

2. Data.
O Apocalipse foi escrito entre 90 e 96 d.C.
Nessa época, imperava o cruel e desapiedado Domiciano.
Em nada diferia ele de Nero e de Calígula, os dois mais odiados, perversos e sanguinários governantes de Roma.

3. Lugar.
João escreveu o Apocalipse em Patmos,em grego, Πάτμος (Ap 1.9).

Trata-se de uma pequena ilha da Grécia.

Distando 55 quilômetros da costa sudoeste da Turquia, faz parte do arquipélago conhecido como Dodecaneso.
Sua área total é de 34,6 km² e sua população, hoje, gira em torno de três mil habitantes.

Patmos acha-se dividida em duas partes quase iguais: uma no lado norte e outra na banda do sul, ligadas por uma estreita faixa de terra.
Constitui uma municipalidade grega com capital em Hora (ou Chora), às vezes erroneamente chamada Patmos.
Skala é o único porto.
A vegetação é limitada, e o relevo, formado de montes relativamente baixos, cujo pico mais alto é o Profitis Ilias (269 m).

O lugar era utilizado como reclusão para os inimigos do Império Romano.
Patmos foi usada como um lugar de banimento durante os tempos romanos.
Segundo uma tradição preservada por Ireneu, Eusébio, Jerônimo e outros, o exílio de João aconteceu em 95 d.C., no ano décimo quarto do reinado de Domiciano.

Na ilha de Patmos há o famoso mosteiro dedicado a São João.
A ilha é considerada a “Jerusalém do Mar Egeu” e é bem visitada.

A tradição local ainda aponta a caverna onde João teria recebido a revelação para escrever o livro.
Existe ainda um local que é tradicionalmente conhecido como a Caverna que João teve as revelações do Apocalipse.
Desde 1522, a ilha foi diversas vezes controlada pelos turcos, sendo capturada pelos italianos em 1912.
Em 1948 passou definitivamente ao controle grego.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

João, filho de Zebedeu, apóstolo do Senhor, é o autor do Livro de Apocalipse. Este foi escrito entre os anos 90 e 96 d.C, na Ilha de Patmos.

III. APOCALIPSE, O LIVRO PROFÉTICO DO NT

1. Tema do Apocalipse.
O próprio autor declina o tema do Apocalipse: “Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer” (Ap 1.1).
“Composto por uma série de visões, imagens, símbolos e figuras, o Apocalipse revela os conflitos do povo de Deus e a sua vitória final sobre o império das trevas.
E conclui, mostrando os redimidos a desfrutar de todas as eternas bem-aventuranças” (Dicionário de Profecia Bíblica, CPAD).

2. Divisões do Apocalipse.
Assim podemos distribuir o conteúdo do livro:
1) “As coisas que tens visto”: a visão do Cristo glorificado no meio dos sete candelabros (cap. 1);
2) “as que são”: as cartas enviadas por Jesus, por intermédio de João, às sete igrejas da Ásia Menor (caps. 2 e 3);
3) e as coisas “que depois destas hão de suceder”: a ascensão do Anticristo, a Grande Tribulação, o Milênio, o Julgamento Final e a inauguração da Jerusalém Eterna e Celeste (caps. 4-21).

3. Objetivos do Apocalipse.
João escreveu o Apocalipse, tendo em vista:
1) corrigir as distorções doutrinárias e desvios de conduta das igrejas da Ásia Menor;
2) consolar os santos que eram impiedosa e duramente perseguidos pelas autoridades romanas;
3) mostrar aos santos o que haveria de acontecer nos últimos dias; e:
4) alertar-nos quanto à brevidade e urgência da vinda do Senhor.

SINOPSE DO TÓPICO (III)

O tema do Apocalipse é: “Revelação de Jesus Cristo das coisas que brevemente acontecerão”.

IV. A LEITURA DO APOCALIPSE

1. A produção de livros no período do Novo Testamento.
O livro, na época de João, era um produto dispendioso e caro.
Trabalhando cada obra artesanalmente, os escribas, sempre ciosos de sua profissão, cobravam pelo serviço um preço nada módico.
Somente os ricos podiam sonhar com um livro à cabeceira.

2. A leitura das Escrituras Sagradas.
Na maioria das congregações, havia apenas um exemplar das Sagradas Escrituras.
Para que todos fossem edificados, um oficial da igreja punha-se a ler a Palavra de Deus, enquanto a irmandade ouvia-o reverente e atentamente.
Por isso a recomendação do Cristo: “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo” (Ap 1.3).

3. A liturgia da Palavra.
Embora tenhamos amplo acesso à Bíblia Sagrada, voltemos à liturgia da Palavra. Leiamos os profetas, ouçamos os apóstolos.
Nesse ensejo, sugiro a leitura integral do Apocalipse, em voz alta, do púlpito de nossas igrejas, logo no primeiro domingo deste trimestre, para que todos, crentes e não crentes, ouçam-no e sejam bem-aventurados.

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